Registros e Documentação

RELATÓRIO INDIVIDUAL PANDEMIA Instagram

Como elaborar os relatórios individuais em tempos de escola remota?

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Olhar ou imaginação Instagram

Para dar uma devolutiva para as famílias, os professores têm publicado pequenas observações apoiadas num olhar pedagógico sobre o ocorrido. Tudo certo, afinal somos professores e o nosso olhar sempre vêm calçado dos saberes da profissão! No entanto, algumas leituras das fotos são romanceadas e criativas, distantes daquilo que de fato as imagens podem revelar.

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Documentação pedagógica à distância scaled

Diversas escolas de educação infantil já trabalham à distância há semanas. Estamos trabalhando uma educação à distância ou a escola está ficando distante das crianças e das famílias? O que têm acontecido? Será que no meio da busca insana por atividades e recursos digitais, estamos parando para avaliar cada proposta e o processo como um todo? Percebemos que um poderoso instrumento de avaliação e devolutiva está sendo deixado de lado: a documentação pedagógica. Como está a reflexão e a avaliação? Como está acontecendo a devolutiva com olhar pedagógico para as crianças e os pais? Fico pensando na situação: Eu, mãe/pai, recebo uma proposta de atividade. A professora conversa com a família por meio de um vídeo gravado ou online. Explica tudo direitinho e convida as crianças para experimentarem o proposto. Eu, mãe/pai, me organizo, separo materiais, preparo um ambiente, brinco com meu filho e faço um registro para enviar para a…

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Nesta postagem não damos o peixe, ensinamos a pescar: construa seus instrumentos de planejamento, registro e reflexão.

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Se cada criança aprende no seu ritmo e a seu modo, como avaliar? Como usar os objetivos de aprendizagem como referências para a avaliação?

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É comum chegarmos nas creches para fazer formação nos meses de novembro e dezembro e encontrarmos um cenário de caos:
Nós: olá! Tudo bem? Vamos trabalhar?
Equipe: tudo mais ou menos… estamos malucas com os relatórios! Não sobra tempo para cuidar das crianças da escola e nem para cuidar da nossa casa!
Coordenadoras: vou enlouquecer de tanto ler relatório individual!!!

Resultado: durante 30 dias temos professoras com a cabeça em outro lugar que não as crianças e coordenadoras com a cabeça latejando e bem longe do acompanhamento das práticas docentes. As equipes estão empenhadas em escrever os relatórios descritivos individuais e as coordenadoras com mais de 100 destes documentos para “corrigir”!

Relatório individual preciso repensarPara piorar a cena, ainda escuto que alguns familiares mal leem o documento e confessam que preferiam conversar sobre seus filhos diretamente com a professora.

Reconhece esse ambiente?

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Documentação pedagógica é a expressão de um processo de ensino-aprendizagem, direcionado a um público específico. É contar uma “história pedagógica” utilizando recursos que sejam compreendidos pelo público. A narrativa deve deixar evidente a voz e o protagonismo da criança e também as reflexões do professor.  Para compor a narrativa é importante esquecer o que é genérico e ressaltar os acontecimentos e pensamentos característicos do seu contexto: situações que só poderiam acontecer com você, com as suas crianças e na sua escola. Uma boa documentação pedagógica revela as características das pessoas envolvidas no processo.

Assim, para compor a documentação pedagógica é preciso ter objetivos claros sobre o que se quer comunicar (a narrativa de uma atividade, de uma sequência didática ou de um projeto), para quem será feita a comunicação (o público: crianças, famílias, equipe pedagógica ou comunidade) e qual o melhor formato para fazer a comunicação (cartaz, painel, relatório, portfólio, apresentação em PowerPoint etc.).

Organizamos um roteiro para facilitar a primeira etapa da elaboração da documentação pedagógica: juntar informações. Sugerimos reunir os registros, as imagens e as produções das crianças e seguir o roteiro abaixo. A ideia é ir ticando cada item executado no quadradinho à esquerda.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O MATERIAL

Com as informações reunidas e organizadas, e a definição do público para o qual se quer apresentar a documentação, fica mais fácil escolher a forma de expor a narrativa. Leia abaixo:

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A pergunta pode parecer simples, mas está longe disso!
Acompanhe a postagem provocadora que questiona a relação entre objetivos, planejamento e as ações do professor durante a atividade. E aguarde a postagem da próxima semana com um novo material sobre objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para crianças de 0 a 6 anos, e dois instrumentos que ajudam a planejar e agir a partir de objetivos.

planejamento e objetivos

Para começar, que tal retomar o ciclo virtuoso do processo ensino-aprendizagem para chegar ao centro desta discussão?

Figura Circulo Virtuoso do Educador

Como estamos falando em ciclo, é importante lembrar de círculo, que não tem início e nem fim e pode começar em qualquer ponto. Assim, vamos escolher um início para a discussão.

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Caderno de Registro 1024x725 2

É possível olhar e registrar tudo o que acontece durante uma proposta? O que o professor precisa observar durante uma atividade? Revisamos e reeditamos esta que é uma das postagens mais acessadas desde 2016. Aproveite para rever e rePENSAR a pauta do olhar que orienta a observação e o registro!

A observação da cena pedagógica é o ponto de partida para o registro, a reflexão e o replanejamento da prática. É a fonte de informação do professor imprescindível para que ele pense sobre os percursos de aprendizagem das crianças. O professor precisa exercitar um olhar observador da cena pedagógica com foco nas crianças, no grupo e nas interações.
Por quê?
A observação é uma ferramenta necessária para quem trabalha com educação. Por meio da observação o professor direciona seu olhar para buscar ver o que ainda é desconhecido. Por ser um olhar intencional, pensa e questiona a respeito do que vê e quer entender o que está acontecendo. Não é um olhar vago à espera de que as informações caiam do céu, é olhar cuidadoso, investigador, um olhar reflexivo.

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A leitora Maria do Rio Grande do Norte nos envia uma dúvida comum a diversos professores da educação infantil: como fazer um planejamento sair do papel e se transformar em realidade? Como lidar com a não adesão das crianças às atividades propostas, fugindo às expectativas do professor? Qual o ponto de equilíbrio entre engajamento, autonomia e brincadeira durante uma atividade? Ao acreditar que estes questionamentos são compartilhados por outros leitores, pedimos permissão para a Maria e publicamos sua história com o Tempo de Creche.

Olá meu nome é Maria.
Estou com 18 crianças de 2 anos e tenho passado por uns apertos de enlouquecer. O que tenho planejado não tenho conseguido executar. É tanto sobe e desce… vem pra cá… olha a surpresa… não faça isso… aí não… não abre isso… saia daí… que fica estressante e sufocante para todos nós. Tenho a consciência de que são crianças pequenas, curiosas, mas apresentam uma teimosia infinita.
Ao final do dia estamos exaustas e frustradas, pois nada (ou pouco) do que foi planejado conseguiu sair do papel. O que fazer para construir junto com essa turma, uma rotina mais tranquila sem podar o interesse e a curiosidade inerentes a idade, sem perder o brilho tão lindo que existe no olhar?
Aguardo um conselho.
Maria, professora de uma Escola de Educação Infantil do Rio Grande do Norte

Ao ler a postagem Como dizer NÃO para crianças pequenas? a leitora desabafa contando que está com 18 crianças de 2 anos e tem ‘passado por uns apertos de enlouquecer’.

Maria das Graças, professora em Parnamirim – RN, conheceu o Tempo de Creche Educação por meio de um dos nossos textos sobre a BNCC, entregue por uma colega. Diz ela que, desde então, acompanha de perto as publicações do blog e que os artigos e entrevistas têm sido valiosos para a sua prática.  😛

Na intenção de contribuir com a reflexão sobre as angústias e preocupações apontadas pela leitora, organizamos esta postagem.

No seu comentário, a Maria nos indica um ótimo caminho para planejar propostas e ficar satisfeita com os resultados: construir junto com essa turma, uma rotina mais tranquila sem podar o interesse e a curiosidade inerentes a idade.
Mas como fazer isso?
Tudo parte do que já se tornou um clichê da prática pedagógica, mas que ainda é mal compreendido: observação, escuta e registro. Não há outro caminho para não podar o interesse e a curiosidade das crianças, como afirma a leitora.

O problema é que assumimos que conhecemos os interesses das crianças, sem nos atermos aos fatos. Sim, FATOS, como aqueles identificados pelos investigadores. Temos o costume de acreditar que podemos intuir sobre os sentimentos e opiniões dos outros. Isso é automático e natural, só que não funciona.

É preciso identificar o que nos leva a pensar nisso ou naquilo. Nesse sentido, o registro das observações e da escuta das crianças cumpre seu papel de ajudar na identificação dos fatos.

Postagem dúvida de leitora

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