Postura do Professor

Temporada 2022 de CURSOS TEMPO DE CRECHE: Escuta; Coordenação Pedagógica; Desenho; Intenção Pedagógica

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Você confia em todo mundo à sua volta?Percebe que decidimos confiar ou não numa pessoa?O que CONFIANÇA tem a ver com o período de acolhimento e adaptação? A vida social das pessoas é baseada em confiança. Que não brota de “químicas especiais”, mas é construída. É fato que confiar em alguém envolve os riscos da incerteza. Ao relacionar-se, os seres humanos procuram perceber detalhes e atitudes dos outros e pensar sobre elas: será que este jeito de falar me é agradável? Será que estes gestos me trazem conforto? Gosto do “jeitão” dessa pessoa? Será que esse olhar me convida ou me afasta? Nós DECIDIMOS a cada momento se e como vamos confiar em alguém. Alguns estudiosos dizem que, aos poucos, este comportamento vai sendo aprendido e se tornando automático. Até lá, o ser humano compara aquilo que está vivendo com o que colecionou ao longo de sua história. Por exemplo,…

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Afinal, o que é a criança protagonista? Como atender aos interesses das crianças?

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A importância e a transversalidade da escuta no processo de ensino-aprendizagem: escola que escuta família; coordenador que escuta professor; professor que escuta criança.

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A frase “professor, eu não consigo!” continua a ser escutada com frequência, mesmo no ambiente virtual. Como reagir a isso? O que responder? Joyce Eiko Fukuda compartilha esta reflexão.

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Quais os objetivos de uma educação infantil à distância? Temos clareza de onde queremos chegar com ela?

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Colocamos na cabeça o desejo de implementar remotamente a escola “olho no olho”, com professores presentes de corpo, alma e paixão. É possível? Como engajar as famílias neste projeto?

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Recentemente publicamos uma postagem (O que vem antes: a atividade ou o objetivo da atividade?) para refletir a respeito planejamentos de atividades a partir de objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Convidamos o leitor a pensar sobre a importância de eleger focos de interesse e necessidade de aprendizado das crianças, para então planejar propostas que favoreçam tais objetivos. Nesta publicação disponibilizamos dois instrumentos que ajudam o professor a experimentar atuar com intenção pedagógica. Elaboramos também tabelas com uma interpretação dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento preconizados pela BNCC. Baixe o material, experimente e compartilhe conosco os seus resultados: CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ABRIR OS INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E REGISTRO: Instrumentos de Planejamento e Registro CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ABRIR AS TABELAS COM OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO: Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento

A leitora Maria do Rio Grande do Norte nos envia uma dúvida comum a diversos professores da educação infantil: como fazer um planejamento sair do papel e se transformar em realidade? Como lidar com a não adesão das crianças às atividades propostas, fugindo às expectativas do professor? Qual o ponto de equilíbrio entre engajamento, autonomia e brincadeira durante uma atividade? Ao acreditar que estes questionamentos são compartilhados por outros leitores, pedimos permissão para a Maria e publicamos sua história com o Tempo de Creche.

Olá meu nome é Maria.
Estou com 18 crianças de 2 anos e tenho passado por uns apertos de enlouquecer. O que tenho planejado não tenho conseguido executar. É tanto sobe e desce… vem pra cá… olha a surpresa… não faça isso… aí não… não abre isso… saia daí… que fica estressante e sufocante para todos nós. Tenho a consciência de que são crianças pequenas, curiosas, mas apresentam uma teimosia infinita.
Ao final do dia estamos exaustas e frustradas, pois nada (ou pouco) do que foi planejado conseguiu sair do papel. O que fazer para construir junto com essa turma, uma rotina mais tranquila sem podar o interesse e a curiosidade inerentes a idade, sem perder o brilho tão lindo que existe no olhar?
Aguardo um conselho.
Maria, professora de uma Escola de Educação Infantil do Rio Grande do Norte

Ao ler a postagem Como dizer NÃO para crianças pequenas? a leitora desabafa contando que está com 18 crianças de 2 anos e tem ‘passado por uns apertos de enlouquecer’.

Maria das Graças, professora em Parnamirim – RN, conheceu o Tempo de Creche Educação por meio de um dos nossos textos sobre a BNCC, entregue por uma colega. Diz ela que, desde então, acompanha de perto as publicações do blog e que os artigos e entrevistas têm sido valiosos para a sua prática.  😛

Na intenção de contribuir com a reflexão sobre as angústias e preocupações apontadas pela leitora, organizamos esta postagem.

No seu comentário, a Maria nos indica um ótimo caminho para planejar propostas e ficar satisfeita com os resultados: construir junto com essa turma, uma rotina mais tranquila sem podar o interesse e a curiosidade inerentes a idade.
Mas como fazer isso?
Tudo parte do que já se tornou um clichê da prática pedagógica, mas que ainda é mal compreendido: observação, escuta e registro. Não há outro caminho para não podar o interesse e a curiosidade das crianças, como afirma a leitora.

O problema é que assumimos que conhecemos os interesses das crianças, sem nos atermos aos fatos. Sim, FATOS, como aqueles identificados pelos investigadores. Temos o costume de acreditar que podemos intuir sobre os sentimentos e opiniões dos outros. Isso é automático e natural, só que não funciona.

É preciso identificar o que nos leva a pensar nisso ou naquilo. Nesse sentido, o registro das observações e da escuta das crianças cumpre seu papel de ajudar na identificação dos fatos.

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Conversamos com a doutora em Educação, Maria da Graça Souza Horn para pensar sobre projetos na educação infantil. Acompanhe os esclarecimentos da educadora e as nossas reflexões para começar o período letivo com novas ideias.

Chegamos ao segundo semestre e os temas para os projetos ainda podem trazer dúvidas para os professores. Projetos não são simples! Projetos são complexos em qualquer situação.

Não quero complicar o que já parece complicado, mas na educação infantil os projetos também têm seu grau de complexidade e preveem o envolvimento de diversas áreas.

Para planejar um projeto para crianças pequenas não basta sortear um tema ou tirar uma ideia da cartola! Porque o projeto simplesmente tem que pertencer a todos os envolvidos. Adianta o governo desenvolver um projeto de vacinação sem contar com o interesse da população? Então… com as crianças é a mesma coisa!

Perguntamos para a Maria da Graça, por que é preciso pegar pistas com as crianças para trabalhar com projetos?

Maria da Graça explica: eu faço uma analogia com garimpo. Garimpar é a gente ir buscado, pegando. Porque as pistas são tão importantes? Se a gente trabalha numa perspectiva de currículo narrativo, a narração das crianças é que dão as pistas. Elas vão contando exatamente aquilo que elas querem aprender, aquilo que as inquieta.
O que é importante a gente fazer? É importante a gente prestar atenção ao que as crianças dizem, falam, como elas brincam… A partir daí eu posso pinçar, garimpar neste universo, o que naquele momento está sendo significativo para o grupo. Para isto acontecer, eu tenho que desenvolver uma capacidade muito aguçada de observar, escutar e registrar.

Vamos pensar na questão prática. Se eu preciso escutar as crianças para criar uma narrativa de projeto, é possível estabelecer um tema no início do semestre?
Respondo que não!
Estamos para iniciar um novo período e você teve alguns meses de trabalho com seu grupo. Procure responder as seguintes perguntas:

  • O que as crianças gostaram de fazer?
  • Sobre o que elas fizeram perguntas?
  • O que as intrigou?
  • O que elas comentaram?
  • Por quais histórias são apaixonadas?
  • Como são as brincadeiras na área externa?
  • Quais assuntos são conversados?

Se você respondeu a todos estes questionamentos e ainda não pinçou conteúdos de interesse do grupo, pode pensar: e se não surgirem questionamentos, interesses claros ou perguntas das crianças que possam gerar hipóteses e pesquisas?

Nestes casos o professor pode propor. Ele pode apresentar algo interessante para o grupo e fazer uma escuta atenta das colocações para avaliar a curiosidade das crianças. Pode também fazer uma seleção de histórias, reportagens, documentários, livros e apresentar materiais e elementos da natureza para “garimpar” possibilidades. É aproveitar a hora da roda e das intervenções durante as brincadeiras para jogar sementes de provocação, fazer a escuta e avaliar os interesses.

Mas o oposto também pode acontecer quando um tema cativa as crianças de tal modo que seus questionamentos e investigações não se exaurem num semestre. No CEI Aníbal Difrancia (SP), a turma 3 a 4 anos da professora Cátia ainda não esgotou sua pesquisa sobre dinossauros. O que no início pareceu coisa de “livrinho de história do canto de leitura” avançou para uma investigação científica. A professora admite que tinha outras ideias para o projeto do primeiro semestre mas, ao permitir que as crianças colocassem seus interesses, percebeu que deveria deixar a Paleontologia envolver o grupo e a si própria.

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