Arquivos do autor: Tempo de Creche

É comum chegarmos nas creches para fazer formação nos meses de novembro e dezembro e encontrarmos um cenário de caos:
Nós: olá! Tudo bem? Vamos trabalhar?
Equipe: tudo mais ou menos… estamos malucas com os relatórios! Não sobra tempo para cuidar das crianças da escola e nem para cuidar da nossa casa!
Coordenadoras: vou enlouquecer de tanto ler relatório individual!!!

Resultado: durante 30 dias temos professoras com a cabeça em outro lugar que não as crianças e coordenadoras com a cabeça latejando e bem longe do acompanhamento das práticas docentes. As equipes estão empenhadas em escrever os relatórios descritivos individuais e as coordenadoras com mais de 100 destes documentos para “corrigir”!

Relatório individual preciso repensarPara piorar a cena, ainda escuto que alguns familiares mal leem o documento e confessam que preferiam conversar sobre seus filhos diretamente com a professora.

Reconhece esse ambiente?

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Documentação pedagógica é a expressão de um processo de ensino-aprendizagem, direcionado a um público específico. É contar uma “história pedagógica” utilizando recursos que sejam compreendidos pelo público. A narrativa deve deixar evidente a voz e o protagonismo da criança e também as reflexões do professor.  Para compor a narrativa é importante esquecer o que é genérico e ressaltar os acontecimentos e pensamentos característicos do seu contexto: situações que só poderiam acontecer com você, com as suas crianças e na sua escola. Uma boa documentação pedagógica revela as características das pessoas envolvidas no processo.

Assim, para compor a documentação pedagógica é preciso ter objetivos claros sobre o que se quer comunicar (a narrativa de uma atividade, de uma sequência didática ou de um projeto), para quem será feita a comunicação (o público: crianças, famílias, equipe pedagógica ou comunidade) e qual o melhor formato para fazer a comunicação (cartaz, painel, relatório, portfólio, apresentação em PowerPoint etc.).

Organizamos um roteiro para facilitar a primeira etapa da elaboração da documentação pedagógica: juntar informações. Sugerimos reunir os registros, as imagens e as produções das crianças e seguir o roteiro abaixo. A ideia é ir ticando cada item executado no quadradinho à esquerda.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O MATERIAL

Com as informações reunidas e organizadas, e a definição do público para o qual se quer apresentar a documentação, fica mais fácil escolher a forma de expor a narrativa. Leia abaixo:

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Projetos e sequências didáticas se aplicam aos bebês? Eles compreendem estes processos? Acompanhe o percurso de um trio de professoras de bebês que trabalhou as sensações provocadas por diferentes farinhas e pela areia comestível.

Areia comestível Facebook

Recentemente surgiu uma questionamento entre as professoras participantes das nossas formações: se os bebês são curiosos e pesquisadores, cabe fazer perguntas e desafiá-los?

 Sim! Basta adequar as intervenções:

  1. Começamos pelos materiais e pela organização de um espaço propositor. É pensar na arrumação de um local que fale por si, que inspire brincadeiras e que favoreça explorações e descobertas. Se consideramos que os bebês possuem diferentes antenas pelas quais conhecem o mundo que os cerca, os espaços e os materiais devem provocar um espectro de variadas sensações.
  2. Durante o andamento da proposta, permitimos o movimento livre do grupo para conhecer o espaço e os materiais da atividade. Em seguida, encurtamos a distância entre nós e os bebês, sentando junto para convidar e desafiar: viu esse material? Quer brincar? Quer tentar colocar a mão? Vamos descobrir o que isso faz/como é?
  3. Por fim, observamos e agarramos as oportunidades surgidas nas brincadeiras e nas expressões das crianças: olha o que você descobriu! O que será que aconteceu? Como você fez isso? Mostra para mim? Olha o que eu tenho aqui… (mostrar um objeto, um pote, uma colher, outro riscador, um brinquedo etc.), será que você quer brincar com isso também? A ideia é observar a brincadeira e intervir para que fique mais complexa. Assim, provocamos novos pensamentos com outros materiais e perguntas sutis, damos autonomia para a criança aceitar ou não o desafio, e esperamos o tempo dela pensar, testar e inventar.

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Durante muito tempo a brincadeira foi vista como um “divertimento sem consequências” na vida das crianças. Hoje é reconhecida como linguagem e meio para que a criança aprenda, conheça e se desenvolva. Contudo, ainda desperta dúvidas…  como deve ser a participação do professor nos momentos de brincadeira? Como o contexto dialoga com o brincar? O desenvolvimento da linguagem e a brincadeira têm algo em comum?

Tempo de Creche conversou sobre essas questões com Shelley S. Peterson, professora e pesquisadora da Universidade de Toronto e do OISE – Instituto de Estudos de Educação de Ontário – um dos expoentes da pesquisa da educação infantil. A visita da Professora Shelley ao Brasil foi promovida pelo I Colóquio Internacional Escola do Bairro, a convite da Gisela Wajskop. 

Palavra de Shelley Peterson

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O que é pedagogia da investigação? Por que a alfabetização ambiental é tão importante para as crianças? E a escola, para que serve?

Escola pra quê? é uma série de vídeos que a socióloga e educadora Gisela Wajskop gravou para conversar sobre o papel da escola e de educadores que têm o privilégio de educar crianças com pouca idade, tamanho pequeno e muita curiosidade, expressividade e desejo de aprender.

Nesta postagem indicamos dois vídeos em que a Gisela apresenta cenas da Escola do Bairro e compartilha sua visão sobre a pedagogia da investigação e a alfabetização ambiental.

Escola pra que. facebook

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Recentemente publicamos uma postagem (O que vem antes: a atividade ou o objetivo da atividade?) para refletir a respeito planejamentos de atividades a partir de objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Convidamos o leitor a pensar sobre a importância de eleger focos de interesse e necessidade de aprendizado das crianças, para então planejar propostas que favoreçam tais objetivos. Nesta publicação disponibilizamos dois instrumentos que ajudam o professor a experimentar atuar com intenção pedagógica. Elaboramos também tabelas com uma interpretação dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento preconizados pela BNCC. Baixe o material, experimente e compartilhe conosco os seus resultados: CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ABRIR OS INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E REGISTRO: Instrumentos de Planejamento e Registro CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ABRIR AS TABELAS COM OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO: Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento

A pergunta pode parecer simples, mas está longe disso!
Acompanhe a postagem provocadora que questiona a relação entre objetivos, planejamento e as ações do professor durante a atividade. E aguarde a postagem da próxima semana com um novo material sobre objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para crianças de 0 a 6 anos, e dois instrumentos que ajudam a planejar e agir a partir de objetivos.

planejamento e objetivos

Para começar, que tal retomar o ciclo virtuoso do processo ensino-aprendizagem para chegar ao centro desta discussão?

Figura Circulo Virtuoso do Educador

Como estamos falando em ciclo, é importante lembrar de círculo, que não tem início e nem fim e pode começar em qualquer ponto. Assim, vamos escolher um início para a discussão.

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Cultura é parte dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da educação infantil  (BNCC). Aliás, cultura é território, é fundamento, é chão do desenvolvimento humano. Somos o resultado de um caldo cultural cozido ao longo da vida: juntam-se as sementes da família, os temperos da comunidade e os costumes escolhidos.

Fala-se muito em “cultura para crianças”… Será que ela é composta pelos mesmos ingredientes da cultura do adulto?

Pense um pouco antes de responder!

Acreditamos que a cultura da criança está apoiada sobre os mesmos pilares da cultura do adulto: família + comunidade + escolhas. O único diferencial é que a brincadeira é mais explícita e valorizada. Com isso, temos uma criança que carrega hábitos, gostos e tradições da família e da comunidade, e, ao chegar à escola, agrega outro tanto de cultura desse contexto. Então, olha que bacana: vivemos num universo potencialmente rico em costumes, crenças, arte e conhecimentos.

E o que acontece em algumas escolas?
Transformam a cultura em vídeos e músicas da Galinha, do Palhacinho e de mais “inhos” encontrados com facilidade no YouTube! Constrói-se, então, uma culturINHA limitada, rasa e pouco significativa.
Por quê????
Porque talvez tenhamos uma noção infundada sobre cultura para crianças… e até mesmo da cultura em geral.

Nesta postagem convidamos o leitor a pensar sobre a questão cultural na escola a partir do repertório oferecido para as crianças.

Propomos um desafio!
No quadro abaixo selecionamos recortes de diferentes animações encontradas no Youtube. Evitamos apresentar os personagens principais das histórias para buscar imparcialidade no julgamento. Observe e responda: quais das imagens abaixo são mais interessantes, desafiam o olhar e provocam a imaginação?

Repertório cultural imagens

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Caderno de Registro 1024x725 2

É possível olhar e registrar tudo o que acontece durante uma proposta? O que o professor precisa observar durante uma atividade? Revisamos e reeditamos esta que é uma das postagens mais acessadas desde 2016. Aproveite para rever e rePENSAR a pauta do olhar que orienta a observação e o registro!

A observação da cena pedagógica é o ponto de partida para o registro, a reflexão e o replanejamento da prática. É a fonte de informação do professor imprescindível para que ele pense sobre os percursos de aprendizagem das crianças. O professor precisa exercitar um olhar observador da cena pedagógica com foco nas crianças, no grupo e nas interações.
Por quê?
A observação é uma ferramenta necessária para quem trabalha com educação. Por meio da observação o professor direciona seu olhar para buscar ver o que ainda é desconhecido. Por ser um olhar intencional, pensa e questiona a respeito do que vê e quer entender o que está acontecendo. Não é um olhar vago à espera de que as informações caiam do céu, é olhar cuidadoso, investigador, um olhar reflexivo.

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