9 dicas especiais para contar histórias
Contar histórias para crianças é tão importante para a sua formação que diversas pesquisas apontam para resultados surpreendentes dessa prática. Nos Estados Unidos pediatras passaram a receitar a narração de histórias e poesias até para bebês no útero! Professores precisam trabalhar o mergulho na magia das histórias com suas crianças.
Mas é preciso ser profissional ou ter esse dom?

Contar histórias é uma das artes da palavra.
Muitos contadores usam experiência e intuição para transmitir o que viveram. Outros buscam aprendizados para desenvolver esta habilidade. Leem muito, estudam a língua e, às vezes aprofundam-se nas técnicas de representação. Os atores que encenam histórias, o fazem com um texto formatado, independente do tipo de plateia presente. Já o contador precisa levar em conta a presença e a personalidade de sua audiência.
Apesar da carência na formação de alguns professores, podemos buscar informações sobre o assunto e seguir alguns conselhos preciosos dos especialistas deste oficio. Outro fator importante é exercitar e desenvolver um jeito prazeroso e particular de proporcionar para as crianças experiências literárias.
Letramento no dia a dia: gradual, lúdico e significativo
Como pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Quais atividades são prioritárias para o pleno desenvolvimento das crianças?
Rudolf Steiner, filósofo e educador austríaco do início do século XX, defende que até os sete anos a criança tem que brincar. E ponto! E esta é uma das responsabilidades da escola.
As linguagens do corpo são acompanhadas pelo desenvolvimento neurológico como um todo, incluside da linguagem oral. Para Steiner, a educação da primeira infância voltada para o brincar conquista mais resultados futuros do que aprender técnicas de leitura e escrita!
Também Vigotski seguiu nessa linha na mesma época. O aprendizado da escrita é gradual e deve ser iniciado na primeira infância por meio do fazer simbólico. Para o psicólogo bielorrusso, atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalham o amadurecimento porque pulam etapas do desenvolvimento. Por outro lado, a brincadeira garante os pilares para a construção significativa da linguagem.
Então GRADUAL, LÚDICA e SIGNIFICATIVA parecem ser as chaves para pensar os conteúdos que contribuem com o amadurecimento neuropsíquico da criança e que as levará a dominar o sistema de símbolos da leitura e escrita, na alfabetização.
Desenhar, desenhar, desenhar …todos os dias!
Parece que é automático! É só apresentar para os pequenos algo com que riscar que o ato de desenhar se inicia na mesma hora!
Que bom! Porque quanto mais desenha, mais a criança desenvolve o desenho os ganhos cognitivos que o ato proporciona.
Até os 12 meses a criança descobre a existência dos objetos que podem deixar marcas nas superfícies (riscadores e suportes). Começa então uma produção natural e espontânea de traços, inicialmente desordenados e sem controle (garatujas desordenadas). Porque ainda não tem maturidade para coordenar seus movimentos, os traços são fortes e descontínuos. Também não existe percepção do espaço gráfico e nota-se que os traços ultrapassam os limites dos suportes (papel, por exemplo). Braço e antebraço são como um membro unido que se move a partir da articulação do ombro.
Crianças e histórias: uma relação para a vida!
Sabemos que a narração de histórias é importante para as crianças porque percebemos o quanto elas gostam desses momentos. Sentimos o interesse que vai sendo construído à medida que a leitura se estabelece no cotidiano de suas vidas. Quando as crianças recontam as histórias desenvolvem a oralidade. Ao folhear os livros, entram em contato com a língua escrita.
- Mas como acontece a relação entre crianças e histórias?
- Como podemos contribuir para construir o prazer nessa relação?
Até um ano as crianças gostam de livros que possam sacudir, fazer sons, morder, agarrar, sentir texturas e apertar. Para elas, os momentos de leitura podem ser diários. Nunca é cedo demais para ler para os bebês! Os momentos de leitura nessa fase contribuem para a construção do amor pelos livros. Os pequenos adoram ouvir a voz de seus cuidadores, sentar no colo e mergulhar na aventura da história com ótimas companhias. Essa escuta e as conversas que podem surgir favorecem o aprendizado das palavras. Quando completam um ano, os bebes podem arriscar falar uma ou duas palavras.
Projeto “A Arte pinta na Festa Junina”
Na segunda parte da postagem sobre a cultura das Festas Juninas, vamos pensar a prática para tornar a celebração um projeto voltado para as crianças.
Ao trabalhar o resgate de memórias e a introdução do tema para os pequenos, a festa já passa a fazer parte do contexto da instituição e a decoração, a culinária, a música, a dança e as brincadeiras podem começar a ocupar o planejamento das propostas.
DECORAÇÃO DO AMBIENTE E ALEGORIAS
Sabemos que com a proximidade da festa, seja ela comemorada com pais e comunidade, seja internamente, vem aquele comichão de decorar o espaço com tudo de típico e lindo que se puder fazer e comprar.
Mas, nesse momento, devemos ter em mente o significado do que vamos colocar festa nas paredes da creche.
- Decoração do ambiente
O educador Loris Malaguzzi (Reggio Emilia) já dizia que as paredes da escola falam!
- O que queremos que elas comuniquem?
- O empenho, as escolhas e o talento para o artesanato decorativo da equipe pedagógica?
- Ou, a fala das paredes da creche deve traduzir a expressão das crianças que ela abriga?
Passeando pela cultura: descobrindo a festa junina!
FestaS JuninaS, no plural, porque são muitas! São diversificadas e são de cada um, de cada memória, de cada história. Festa Junina no Brasil é cultural. Que bom!
Trabalhar esse tema com as crianças mantendo uma abordagem cultural dá uma sensação de consistência à proposta, não?
E por isso, que tal colocarmos uma roupa de projeto na abordagem dessa celebração para construir com as crianças um repertório cultural interessante e compatível com as tradições e costumes das famílias da comunidade?
Vamos falar da festa e como ela é celebrada regionalmente, algumas músicas e cantigas, as danças a comida e a decoração. É muito assunto! Dá para começar agora e, dependendo do interesse da turma, ultrapassar a própria comemoração!
Afinal, o que é Arte na Educação Infantil?
O caminho de uma experiência de formação com professores de creche e suas crianças nas atividades de artes visuais, revelou questionamentos que provavelmente acompanham professores de outras creches. Que tal se dividíssemos nossas reflexões aqui?
Após quase um ano de formação, qualificando o atendimento da creche, adequando os serviços e trabalhando a transição para tornar-se uma creche conveniada à prefeitura, chegamos à etapa de desenvolver conteúdos pedagógicos específicos em serviço, com cada educador e sua turma. As professoras do berçário tinham dúvidas sobre o que trabalhar na linguagem de artes visuais com crianças tão pequenas.
Lançado o desafio, trouxemos uma proposta chamada Arte e os Sentidos e na primeira atividade: EU APERTO, ESPREMO E SINTO TEXTURAS: MELECAS, BEXIGAS E RECHEIOS.
Deixamos a sala com espaço livre, colocamos uma lona plástica no chão e sobre ela dispomos em um canto bandejas com meleca de amido coloridas (veja receita abaixo), cumbuquinhas e pazinhas. Em outro canto, colocamos bacias com pequenas bexigas coloridas, algumas cheias com um pouco de farinha e outras com um pouco de água.
Therezita Pagani e a criança na pesquisa manual, corporal e sensorial.
No filme Semente do Nosso Quintal, de Fernanda Heinz Figueiredo e no livro De volta ao Quintal Mágico, da jornalista Dulcilia Buitoni, fica muito claro toda a preocupação da educadora Therezita Pagani com a liberdade do brincar da criança. Tempo de Creche conversou com Therezita durante o Ciranda de Filmes 2015.
Tempo de Creche – Quando apresentamos seu trabalho durante as formações, marca muito as educadoras a questão da liberdade e da autonomia que as crianças da Te-Arte tem ao escolher as brincadeiras, os materiais, conviver com as diferentes idades e a estrutura de não amarrar as crianças em turmas. Você pode falar sobre essa crença?
Theresita – Eu acredito neste simples.
Toda a criança não nasce sozinha. Ela nasce em uma família, que pode ser lúdica, pode não ser lúdica, mas ela tem como essência a necessidade de pesquisa manual, corporal e sensorial o tempo inteiro.
Rosa Iavelberg: o processo de aprendizagem do desenho na infância
Rosa Iavelberg, educadora, autora do livro Desenho na Educação Infantil fala sobre o novo olhar para o processo de aprendizagem do desenho na infância.
Rosa, são muito difundidos os estudos sobre as fases do processo de desenho na infância. Há um novo olhar para este processo?
Desenhar não é uma questão de dom. O desenho praticado desde a Educação Infantil pode abrir um mundo novo de experiências simbólicas que expandem a imaginação, a expressão e a capacidade criadora.
O que move a criança a desenhar é sua interação com os próprios desenhos e a sua diversidade presente nos ambientes. Hoje não se compreende mais o desenho da criança passando por fases de desenvolvimento de modo espontâneo e sim, que todos os alunos podem aprender a desenhar com orientação didática adequada sem ter medo de criar.