Tag de arquivos: criança

Quando o silencio ensina destaque

O que acontece quando o adulto não interrompe, não explica, não acelera? Num dia frio de primavera, crianças de 3 a 4 anos brincavam no parque, sob os olhares atentos e caçadores de oportunidades de duas professoras. A professora Luciana e Michele, sua auxiliar, acompanhavam os grupos e as brincadeiras de faz conta que surgiam e se aprofundavam. De um momento para o outro, tudo mudou. Perto da professora Michele, um passarinho morto cai de uma árvore. As crianças, atentas e curiosas, correram para observar o animalzinho que não se movia.  Num impulso quase automático, Michele se apressou para recolher o passarinho. Mas, numa troca de olhares sintonizados com a professora Luciana, decidiram permitir. Uma frase não pronunciada foi trocada entre as docentes: vamos acompanhar e ver no que dá? A história que se desenrolou entre essas professoras – que acompanho há anos – vai emocionar e provocar muitas reflexões:…

Leia mais

Estamos em abril e no dia 19 deste mês comemora-se o Dia do Índio.

Por quê?                   Para que?                       Como?                         Quando?

Podemos pensar um pouco mais no que esta data e a cultura indígena representam.

Yanomami 6

*Curumim: palavra de origem tupi que significa criança. 

  • Que tipo de informação queremos transmitir para as crianças?
  • O que elas entendem?
  • O que sabemos sobre essas pessoas que vivem neste mesmo lugar, que chamamos de Brasil?
  • Como é o indígena brasileiro?
  • Quais são suas crenças? 
  • Como é sua cultura?
  • Como brincam?

Estas são algumas das perguntas que nos fazemos sempre que o Dia do Índio se aproxima. Hoje, o que sabemos deles é o que a televisão nos conta e muitas vezes o foco das matérias não são as crenças e as culturas indígenas. Algumas regiões, pela proximidade com as aldeias, possuem um contato e uma convivência maior.

Leia mais

A cada dia nos surpreendemos com as habilidades e as iniciativas das crianças pequenas. Curiosas e investigativas, experimentam o que está ao seu alcance. Ao valorizar esse espírito, contribuímos para formar bons estudantes e profissionais competentes. Será que a nossa prática dá espaço ao entusiasmo da infância?

quem disse que eu não consigo

Quanto menor a criança, maior o entusiasmo e o afinco em pesquisar, construir, encaixar, desmontar, saltar, ultrapassar, transferir, esvaziar, atirar, amassar, criar… Um sem fim de ações ousadas que a leva a experimentar e aprender.

Porém, à medida que as crianças crescem, percebemos que esse ímpeto diminui. Já não se atrevem com frequência a realizar tarefas que não tem familiaridade, não se interessam por desvendar mistérios e vão se conformando com um repertório limitado de brincadeiras.

Leia mais

Como alimentar a curiosidade e atender aos interesses intermináveis das crianças? Pensar em cantos de atividades diversificadas é considerar a singularidade de cada criança, que é capaz de escolher.

Leia mais

Da criança adaptada à criança realizada… o que desejamos para os nossos pequenos?

Leia mais

Para facilitar a pesquisa Tempo de Creche  reorganizou a Lista de Postagens por Tema. Acesse e veja como ficou simples procurar os conteúdos do cotidiano da Educação Infantil. Mas, se você sentir falta de algum assunto, não hesite em nos dizer! Afinal, Tempo de Creche e seus leitores formam uma parceria com dois anos de conversas, apoio e trocas! 

menino desnhando na paredeCrianças escolhem desenhar. Em diversas culturas, desenhar é uma atividade típica da infância. Ao observar os pequenos desenhando é comum perceber que todo o corpo está envolvido na ação. Os rabiscos fluem de mãozinhas que voam sobre o suporte, deixando suas marcas. Às vezes as crianças desenham sem mesmo acompanhar a ação com o olhar, fazendo parecer que os rabiscos são marcas ocasionais e sem sentido…. Ledo engano! Muita coisa está acontecendo porque nesses momentos elas usam seu cérebro de forma complexa e dedicam emoções à ação que fica expressa no suporte.

bebê desenhandoCrianças podem rabiscar desde que consigam segurar um riscador (qualquer objeto como gravetos, carvão, tijolos ou mesmo batons…) e coordenar seus movimentos o suficiente para deixar marcas. Mas é por volta dos 18 meses que elas se interessam de fato por rabiscar. Para Piaget, as crianças desenham o que sabem e não o que veem. O estudioso do desenho infantil G. H. Luquet, dizia que a criança desenha para se divertir e é para ela uma brincadeira como outra qualquer. Mais especificamente, uma brincadeira que pode ser brincada a sós, em espaços fechados ou ao ar livre.

Leia mais

Com o sugestivo nome: “Povos Indígenas no Brasil Mirim”, o Instituto Socioambiental publicou um livro dedicado a todas as crianças sobre alguns dos 248 povos indígenas que vivem atualmente no Brasil.

Leia mais

Tempo de Creche conversou com Gisela Wajskop sobre a cultura e as possibilidades do brincar, as conquistas na interação com os adultos e com outras crianças.

gisela 2

Tempo de Creche – Como você vê o brincar na infância?

Gisela – A linguagem própria da infância é a brincadeira da criança. No meu entender essa linguagem só pode ser compreendida e valorizada na medida em que a criança vai ganhando espaço e autonomia nas relações sociais. A criança na interação com seus pares e nas atividades experimentais, busca compreender a vida dos adultos. Nessa medida, a linguagem do brincar ajuda as crianças a compreenderem os valores, atitudes, afetos e comportamentos dos adultos quando se colocam no lugar deles, utilizando objetos, gestos, movimentos ou ações lúdicas substitutas que os representam.

Leia mais

museu SMK DinamarcaVisitamos a National Gallery of Denmark (ou SMK – Museu Nacional de Arte), em Copenhague, capital da Dinamarca, para conhecer uma forma de conectar crianças e Arte.
As linguagens das artes são recursos de expressão e comunicação quase que naturalmente experimentados pelas crianças. Hoje, o mundo persegue caminhos para aprofundar essa conexão nos locais que concentram obras de arte, como museus e centros culturais.

O SMK é um museu grande e tradicional. Um prédio com uma mistura imponente de estilos é a porta de entrada para uma coleção preciosa de arte visual, que abrange desde pinturas e esculturas europeias da idade média, até os mais significativos representantes da arte contemporânea mundial.

Na bilheteria, perguntamos: existe algum departamento direcionado às crianças nesse museu? Sim, respondeu a recepcionista. Temos um departamento, ateliês, salas interativas na exposição permanente e exposições voltadas para as crianças que, hoje, tem uma sendo montada. Prosseguimos perguntando: onde acontece tudo isso? E a resposta foi: espalhado pelas mais de 200 salas do museu!

arte-educadoras Ida e SigneComeçamos por buscar os ateliês para crianças. Ficam na ala nova, num espaço central, acessível e cercado de esculturas e instalações de obras contemporâneas. Numa das salas vimos a mostra da brasileira Laura Lima. Também notamos a sala ao lado dos ateliês sendo trabalhada para receber uma exposição voltada para os pequenos.

Num dos ateliês, encontramos uma equipe de arte-educadoras (monitoras) – Signe e Ida – com quem pudemos conversar.

Leia mais

10/24