Coordenação e Gestão

Talvez não tenha chegado ao conhecimento de muitos professores, mas um grupo de especialistas do MEC elaborou um documento de apoio às práticas pedagógicas que partem dos eixos indicados na BNCC.

São tabelas com explicações dos campos de experiências, dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e dos direitos de aprendizagem relativos a cada objetivo. Também constam informações sobre o que trabalhar com as crianças de 0 a 5 anos e 11 meses e alguns exemplos práticos.

Material da BNCC para Educação Infantil

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Ao aproximar-se o final de ano, o movimento é grande e são muitas as obrigações, arrumações e afazeres, tudo à beira de um período de festas e comemorações. Mas ainda temos um grupo de crianças que continua frequentando a escola. O que fazer de diferente com essa turminha?

Sentimos no ar uma mudança no espírito, esses meses de final e início do ano têm uma atmosfera diferente…materiais organizados
Nessa altura as crianças estão mais amadurecidas e integradas. Os maiores e os menores se conhecem e brincam juntos. Os espaços da escola são familiares e os materiais também. A autonomia está em pleno exercício. Porém, o papel do professor não entrou de férias. Ainda é preciso aproveitar o tempo com as crianças e criar ambientes de aprendizagem.

Que tal propor uma nova organização do espaço e a redistribuição dos materiais!

Para unir o útil ao agradável, pense em transformar a organização dos materiais em brincadeira! E quanto aos brinquedos velhos, incompletos e quebrados, será que eles podem ser reaproveitados?

Aqui vai uma sugestão que pode ajudar o professor a encontrar um caminho interessante para os poucos dias que restam no ano…

Levantamento, separação e organização

separação e classificaçãoJunte todos aqueles brinquedos e partes de brinquedos que não vão ocupar as prateleiras de destaque no próximo ano. Você pode solicitar os descartes de outras turmas e até mesmo os da cozinha (cuidando para não incluir vidros, facas e outros itens perigosos).

Prepare caixas de papelão de diferentes tamanhos, arrumando-as nos cantos da sala.

A dica é colocar todo o material que será rejeitado sobre um tapete, tecido, lona plástica ou folha grande de papel e convidar a turma para separar e guardar nas caixas.

Para os pequeninos, entre 18 e 24 meses, tudo vale. Ainda é complicado fazer seleção e classificação. Porém, se o grupo já começar a nomear cores, compreender as relações entre objetos como carrinhos, bonecas, copinhos e pratinhos, é possível lançar o desafio de guardar os materiais de acordo com algumas classificações.

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Baixe o material, pense sobre o roteiro e os questionamentos e elabore sua pauta de reunião para construir o Planejamento 2019 com sua equipe.

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A educação infantil é aquilo que queremos que ela seja.
Mas o que queremos que ela seja?
 Uma instituição voltada só para a criança? Ou um fórum, um lugar de encontros, cultura e educação para a sociedade?
Como a escola pode ser um espaço inclusivo para a sua comunidade?
Como as famílias, os moradores do entorno, os professores e os alunos podem se sentir pertencentes para interagir e desfrutar desse polo de educação e cultura?
Quem participa da educação das crianças nas creches e pré-escolas?
Qual o sentido de viver o cotidiano da Educação Infantil?

projetos incluem comunidade

Se acreditamos em aprendizagem pela experiência e experimentação, a escola também deve pensar sobre suas experiências, crenças e políticas, contestar e resistir àquilo que não acredita, para poder se reinventar.

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Relatório menino na vitrineA hora do relatório individual! Nessa época, escolas, professores e coordenadores se encontram numa temporada de muito trabalho. É o momento de colocar em teste os registros do professor e a seleção de materiais produzidos pelas crianças. Mais do que isso, é a hora de pensar sobre todas as reflexões realizadas no período. É o momento de compor uma narrativa que expresse a trajetória de cada criança, com suas singularidades e conquistas. É também a hora de dar a devolutiva para as famílias, estreitar as relações e chegar ao próximo semestre com uma parceria solidificada e comprometida.
Se você já fez e entregou seus relatórios, pode utilizar os roteiros que propomos nesta postagem para acompanhar suas observações e registros e facilitar o trabalho do final do próximo semestre.

criança na natureza

  • Quais registros foram feitos?
  • Quais reflexões apontaram as jornadas de aprendizagem das crianças?
  • Quais questões quero responder por meio dos relatórios?
  • Quais foram os meus principais desafios no semestre e quais os desafios encarados pelas crianças?
  • Quais narrativas importantes tornam visíveis as aprendizagens?
  • Como traduzir as experiências em palavras? Dá para traduzir as emoções?

Organizamos dois quadros facilitadores com perguntas que podem orientar e encaminhar um roteiro para a elaboração do relatório individual reflexivo. Ao percorrer essa jornada, acreditamos que não somente os pais vão se beneficiar, mas você poderá encontrar inspirações para transformar em prática rotineira o encaminhamento dos interesses e aprendizagens das crianças.

Vamos partir dos Campos de Experiências, que incluem os diversos aspectos da vida das crianças na escola. Porém, é preciso ressaltar que o roteiro proposto não tem a intenção de avaliar as crianças e atribuir julgamentos. Propomos uma pesquisa sobre as aprendizagens e o desenvolvimento singular. Cada criança escolhe um caminho e um ritmo para crescer. Algumas brincaram mais no campo das relações, outras investiram na linguagem, outras experimentaram os fenômenos da natureza. Cada uma no seu caminho certamente aprendeu e floresceu. Apresentar esse percurso individual é a finalidade dos Quadros Facilitadores que elaboramos. Nem todos os campos de experiências terão o mesmo peso e, consequentemente observações, registros e reflexões por parte dos professores.

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Estamos intrigadas. Porque os livros didáticos do MEC para a Educação Infantil estão causando tanta polêmica? Por que não estão sendo apresentados para que educadores de creches e pré-escolas emitam suas opiniões e escolham uma das obras selecionadas pelo MEC? O que está acontecendo? Vamos analisar essa questão.

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Nas minhas andanças de formação, tenho encontrado posturas preocupantes frente ao PNLD da Educação Infantil. Diversos profissionais e secretarias municipais têm manifestado resistência para conhecer, avaliar, escolher e adotar os livros que foram selecionados por uma comissão de educadoras habilitadas e competentes.

Vamos esclarecer e pensar sobre o PNLD-Educação Infantil :

  • O que é PNLD?

É a sigla utilizada para oPrograma Nacional do Livro e do Material Didático. São livros didáticos, literários e materiais de apoio GRATUITOS, destinados aos professores e alunos de escolas públicas municipais, estaduais e federais e de instituições conveniadas, como grande parte das creches municipais. O programa existe desde 1937 e é a primeira vez que temos um edital exclusivamente voltado para PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL. Como os livros foram atrelados à BNCC, a resistência a ela tem gerado resistência aos livros.

  • Como são os livros do PNLD da Educação Infantil?

pnld livro práticas comentadas para inspirarSão obras escritas por autores respeitados, valorizados e seguidos pela comunidade de educadores da Educação Infantil. São livros conceituais, voltados EXCLUSIVAMENTE para a formação dos professores, coordenadores e diretores de creches e pré-escolas. Nosso livro em particular (Práticas comentadas para inspirar), COMENTA de inúmeras práticas, mas NÃO DITA MODELOS! Quem acompanha o Blog Tempo de Creche, sabe como pensamos a respeitos das práticas docentes voltadas para as crianças pequenas. Nas mais de 400 postagens não há uma prática sequer que deixe de valorizar o contexto das atividades, que não apresente os percursos do planejamento professor e que não exponha os registros reflexivos. Nosso livro para o PNLD não é diferente. As reflexões sobre práticas reais foram relacionadas aos Campos de Experiências, que não são exclusividade da Base brasileira e foram inspirados no currículo italiano, um dos mais adotados pelos países com os melhores padrões de educação do mundo.

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Diversas creches e escolas de educação infantil estarão de férias ou em recesso por alguns dias no mês de julho. Após seis meses de trabalho focado na educação e no cuidado de crianças pequenas – energéticas, criativas e preciosas – estamos cansados!
Nos horários de trabalho, os professores são polvos com 8 braços, atletas maratonistas e camaleões, com olhos que enxergam até atrás da cabeça!
Mas não é só isso. Como é o tempo do educador na escola?

Professor atleta polvo camaleão

Esses profissionais são escritores da própria prática, documentaristas das histórias que vivem com as crianças e arquitetos que planejam a estrutura educativa oferecida nas instituições de educação.

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Cibele Racy é diretora da EMEI Nelson Mandela, pré-escola da cidade de São Paulo. Ela faz um trabalho revolucionário, transformando a instituição em exemplo de educação inclusiva e competente. Cibele deu um depoimento sensível e contundente para o programa Conversa com Bial que precisa ser compartilhado com outros educadores e ficar registrado no Tempo de Creche.

Apesar das diversas postagens publicadas sobre a diretora, abordar mais um pouco da sua história traz inspiração.

EMEI Nelson Mandela Cultura

Cibele conta que assumiu o cargo há mais de 12 anos na Nelson Mandela, quando a escola era vista como instituição de educação para quem não tinha outra opção. Desde o início de sua gestão, Cibele ouviu… ouviu as crianças, ouviu os professores, ouviu as famílias e ouviu a comunidade!

A escuta atenta não ficou no “acolhimento de lamúrias”! A diretora refletiu sobre as críticas e os desejos, priorizou as solicitações, planejou os encaminhamentos e começou pelos banheiros!

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O papel do coordenador pedagógico ainda é nebuloso para muitos educadores e instituições. Seja por falta de clareza das atribuições deste profissional, seja pelas condições de trabalho pouco favoráveis, frequentemente  a função de formador atribuída ao coordenador é atropelada pelo “bombeirismo pedagógico” (Madalena Freire). Cobrir a falta do professor, atender o familiar que chegou de repente, sair correndo para comprar material e atender o telefone, são alguns dos incêndios que o coordenador se sente obrigado a apagar no seu dia a dia que, infelizmente, rouba suas atenções e o afasta da formação continuada da equipe.

A realidade das creches públicas brasileiras está caminhando cada vez mais para o modelo conveniado. As prefeituras tem estabelecido convênios com instituições particulares (Associações, ONGs e OSCIPs) para compor uma parceria em torno da educação das crianças de 0 a 3 anos e 11 meses.

O problema dessa iniciativa é que os valores repassados pelas prefeituras aos parceiros não sustentam o pagamento de horários rotineiros e exclusivos de formação, estudo, pesquisa e planejamento dos profissionais. Assim, a formação da equipe e o acompanhamento individual do trabalho docente é raramente implementado.

Ah, mas existem as paradas pedagógicas mensais!
O encontro mensal que reúne toda a equipe é utilizado para discutir assuntos administrativos, implementar a avaliação anual (indicadores de qualidade), organizar os espaços e materiais planejados para as atividades e preparar eventos e celebrações. Sobra pouco tempo para trabalhar questões formativas que, quando abordadas, acabam por se perder no longo intervalo entre uma parada e outra.

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Ao conhecer outras instituições podemos pensar sobre novas ideias, comparar modos de ser e agir e somar saberes. Observamos que existem situações e problemas comuns e descobrimos soluções. Percebemos também que existem contextos e problemas diferentes dos nossos que, ainda assim, alargam o nosso olhar.

Visitamos uma creche que tem muito a contar.

Fomos convidadas para fazer o lançamento do livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertasno NEIM* Albert Sabin, localizado no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo, coordenado por Vanessa Menezes dos Santos e Alexandra Nunes Oliveira e dirigido pela Ivoneide Francisca de Araújo.

Já na chegada fomos surpreendidas. Junto conosco, chegou um pai representante da associação de pais, que, numa conversa rápida com a Vanessa, combinou os próximos passos para cuidar “daquele probleminha no telhado”.

Quando o simpático pai foi embora, Vanessa comentou que a comunidade escolar da creche era composta por famílias interessadas e envolvidas nos projetos da instituição. Para entender esse contexto, nos levou para conhecer um espaço recém reformado pelas comunidade e pela equipe da creche. Uma área em desuso abrigou um projeto coletivo: a construção de um pedacinho de natureza e brincadeiras.

Projeto VENSER Albert Sabin Guarujá

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