Projeto Pedagógico para o próximo ano: depois de avaliar é hora de planejar o futuro! – parte 2
Na primeira parte dessa publicação (Proposta Pedagógica para o próximo ano: é hora de trabalhar em equipe!) fizemos uma proposta para pensar a Creche do ano que está por terminar como um todo: estrutura e ações realizadas. Agora é aquecer os motores para o próximo ano organizando ideias e propostas no Projeto Pedagógico.
Roteiros de projetos pedagógicos de diversos municípios brasileiros incluem tópicos comuns. Levantamos alguns deles e apresentamos sugestões para discussão e elaboração do documento da creche.
Para fazer desse documento se tornar uma referência e apoiar toda a equipe, o ideal é que a construção do mesmo parta de encontros com a participação de todos. É na construção coletiva dos itens que o grupo admite o documento como seu e se compromete com suas orientações.
Para aquecer a conversa com a equipe e levantar as crenças e princípios que orientam a creche, propomos algumas questões:
Projeto Pedagógico para o próximo ano: é hora de trabalhar em equipe! – parte 1
Final do ano é o momento de refletir, avaliar e replanejar o trabalho na creche. Pode ser também uma fase de ansiedades e incertezas para coordenação e equipe quanto à forma de elaboração do projeto pedagógico para o próximo ano.
Uma ótima dica para facilitar o processo é consultar o documento do MEC Critérios para um Atendimento em
Creches que Respeite
os Direitos Fundamentais das Crianças, de 2009. Nele são apontados, de forma simples e objetiva, os critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. São frases curtas com afirmações objetivas das práticas recomendadas para o trabalho com as crianças.
Desenvolvemos esse post com base no documento para propor um roteiro de reflexão e avaliação do ano que está por terminar e um caminho para elaborar a nova proposta pedagógica. Sem refletir sobre o que passou, o que percebemos como resultados nas crianças, o levantamento das questões complicadas e as formas como conduzimos as situações, não é possível planejar uma proposta conectada com a realidade e, consequentemente com uma perspectiva de resultados cada vez melhores.
Visitar outras creches: valioso recurso de trocas e reflexão
É muito difícil crescer sozinho
Pensar, refletir e planejar as ações de forma solitária dificulta os processos e estende os tempos e os esforços.
Pensar e REPENSAR a instituição é um ato valioso, necessário e que deve ser habitual, mas ele cresce em qualidade quando podemos estabelecer trocas com quem compartilha os mesmos propósitos e as mesmas preocupações.
Nesse sentido, será que nos damos conta de que temos, muito provavelmente, a poucos metros ou quilômetros, outras instituições de Educação Infantil com realidade muito semelhante à nossa?
Podemos compartilhar nossas ansiedades com outra instituição?
Cogitamos ligar, nos apresentar, pedir para visitar outras creches, conversar com a equipe e conhecer um pouco da sua história, ações, acertos e questionamentos?
Registro e Documentação Pedagógica: da dor de cabeça ao papo cabeça
Registro e documentação pedagógica continuam a ser tópicos das formações e até das cobranças das Secretarias de Educação.
Na ótica das crianças, como reviver o que aconteceu de modo sistematizado? Como a criança pode retomar o que já experimentou e aprendeu para adquirir novos pontos de partida?
Do ponto de vista das famílias, que nem sempre podem acompanhar de perto as conquistas das crianças, é muito reconfortante poder contar com uma intimidade, uma proximidade daquilo que acontece com elas.
Na esfera administrativa e da prática pedagógica, o registro de atividades não é uma novidade na educação. No entanto, o REGISTRO tem uma dimensão imensa. Acompanhe…
Sementes do Nosso Quintal – um filme lindo e um ótimo recurso para reuniões e paradas pedagógicas
Reuniões e encontros pedagógicos entre educadores são vitais para trocar experiências, buscar direcionamento no trabalho com a primeira infância, qualificar os processos, ampliar repertório e trazer aquela sensação de que não estamos sozinhos na jornada. O filme Sementes do Nosso Quintal é uma fonte de inspiração para esses momentos!
Os encontros entre professores podem contar com a informalidade, mas um roteiro ou uma pauta compartilhada com os participantes, organiza o tempo e evita que se passe momentos preciosos de discussão e reflexão falando das pequenas questões do dia a dia (as roupas nas mochilas, os atrasos, gripes e viroses entre outros problemas corriqueiros). Além de um roteiro com os principais assuntos e temas a serem abordados, o responsável pela organização da reunião deve incluir algo que inspire e que leve o pensamento a outras formas de olhar educação e infância. É como trazer novos ventos e horizontes para obrigar a equipe a desapertar o botão do piloto-automático. Alguns textos, distribuídos antes do encontro, podem levantar boas discussões e reflexões. Os vídeos também são recursos potentes para promover um mergulho em outros mares. O filme Sementes do Nosso Quintal, com direção e produção de Fernanda Heinz Figueiredo, é hoje uma referência nacional para sonhar e levantar assuntos sobre a educação na infância.
Um caminho para preparar reuniões e paradas pedagógicas
Alguns materiais como textos provocadores e vídeos com roteiros interessantes podem aquecer e estimular uma boa reunião pedagógica.
Recomendamos um vídeo gostoso de assistir e com conteúdos muito pertinentes:
Educação Infantil: Cuidar, Educar e Brincar
O vídeo traz depoimentos de diretoras, professoras e pesquisadoras da Educação Infantil.
Tempo de Creche destaca a articulação entre cuidado, aprendizagem, conteúdos e rotinas no sentido de desenvolver a criança, suas relações consigo, com o mundo e construir a autonomia.
Gisa Picosque fala sobre a importância de fazer registros e sua arte
A arte-educadora Gisa Picosque valoriza o registro como recurso pedagógico porém defende a liberdade do formato. Quem conhece seus cadernos de registro reconhece neles uma conversa com a arte!
Para aprofundar o assunto, acesse o post Por quê fazer registro?
Tempo de Creche – Como introduzir a prática do registro na Educação Infantil?
Gisa – O registro, por ser um instrumento metodológico da vida pedagógica do professor(a), não pode ser olhado como uma obrigação ou exigência institucional. Cuidadosamente, um coordenador(a) pedagógico pode ajudar os professores ao exercício do registro, começando a problematizar algo ou alguma coisa do processo que acontece em sala de aula. Ou seja, problematizando o olhar do professor(a), a observação. Uma pergunta que possa gerar a observação do professor(a) e o registro dessa observação pode ser o começo desse exercício. É importante que a pergunta, o ponto a ser observado, não seja genérico; mas seja um foco específico. Não olhamos tudo de uma vez. Não registramos tudo o que acontece em sala de aula. Precisamos olhar diferentes aspectos em sala de aula: o grupo, o conteúdo, a atuação como professor… A escolha de um aspecto, contribui para que ocorra a observação e o registro reflexivo. Afinal, observar e registrar é o percurso para a reflexão sobre o fazer pedagógico e o fazer-se educador. O registro é uma investigação.
Tempo de Creche – Você tem sugestões de formato?
Aniversários na Educação Infantil
A comemoração dos aniversários na Educação Infantil e a construção da identidade
É lindo ver um bebê se esforçando em bater palminhas ao cantar Parabéns pra você! Você já viu?
Planejando o próximo ano…
No próximo mês entramos oficialmente no segundo semestre do período letivo. A aproximação do final do ano vem carregada com a ansiedade de pensar no planejamento da Educação Infantil para o próximo ano e as alterações a serem realizadas no Projeto Político Pedagógico da creche.
Quais temas? Comemorações? Ações com a família e a comunidade?
São inúmeras perguntas a serem respondidas pela coordenação e sua equipe.
Planejamento na Educação Infantil e as datas comemorativas
A dúvida de uma seguidora do Blog sobre o texto elaborado pela educadora Ana Helena para a nossa seção Palavra de…, nos levou a desenvolver este post. Em seu texto, Ana Helena aborda a experiência da Creche Oeste da Universidade São Paulo sobre as datas comemorativas tradicionais como conteúdo de planejamento na Educação Infantil e reflete sobre o que elas realmente significam para as crianças.
Comecemos pelo protagonismo da criança no currículo da creche. O que é isso de fato?







