Registrar… não tão fácil, mas poderoso!
O ato de registrar e refletir faz parte da alma do professor?
Professores percebem o real valor da documentação pedagógica?
Sabemos que os registros são instrumentos vitais para a Educação, em especial, na primeira infância.
Refletir sobre o ocorrido é fundamental para encaminhar o planejamento da relação professor-criança e estabelecer os caminhos de uma atuação que amplie o brincar, as relações, as expressões, as pesquisas, as descobertas e a identidade dos pequenos.
Brincadeiras com os sons: musicalização para os pequenos
Música é linguagem e forma de conhecimento.
Estamos em contato com ela todos os dias, em vários momentos, principalmente através do rádio, da TV, em gravações, jingles (músicas de propaganda), canções cantaroladas por aqueles com quem convivemos, entre outros.
A linguagem musical tem estrutura e características próprias.
O contato da criança com a música se faz nas situações de convívio social, por meio de brincadeiras e manifestações espontâneas e pela intervenção de familiares e professores.
Neste universo expressivo e poético, quais os conteúdos da música adequados para as crianças pequenas?
Comunicado Feliz: uma proposta de parceria entre creche e família
Crianças pequenas pensam diferente.
Esse fato deve guiar a maneira como nos relacionamos com elas e como pensamos junto com as famílias os jeitos de cuidar e educar.
As crianças pequenas estão crescendo e amadurecendo. Assim também amadurece seu sistema nervoso e o cérebro. Até os dois anos de idade, esse processo é tão potente que em nenhum outro momento da vida o cérebro será tão ansioso por aprender. E isso não é apenas uma crença ou uma hipótese. Muitos neurocientistas mapearam as funções cerebrais dos pequenos e descobriram que esse desejo de conhecer e aprender o mundo que os cerca é um impulso fisiológico que os comanda 24 horas do dia e sete dias por semana.
As conquistas a cada etapa desse amadurecimento fisiológico e emocional já foram identificadas por vários estudiosos, como Piaget e, hoje, são explicadas pela neurociência.
O que fazemos com as crianças na creche e em casa é compreendido por elas mesmas como uma sequência de ações sem a diferenciação de contexto, vivendo o dia como uma continuidade. Não existe ocorrência de um ritmo de desenvolvimento desconectado: escola e família são ambientes inteiramente ligados nas pequenas cabeças pensantes. Assim, questões de aprendizagem que se refletem nos dois ambientes precisam ser pensadas e trabalhadas em conjunto.
Crianças e Arte: aprender a aprender
Visitamos a National Gallery of Denmark (ou SMK – Museu Nacional de Arte), em Copenhague, capital da Dinamarca, para conhecer uma forma de conectar crianças e Arte.
As linguagens das artes são recursos de expressão e comunicação quase que naturalmente experimentados pelas crianças. Hoje, o mundo persegue caminhos para aprofundar essa conexão nos locais que concentram obras de arte, como museus e centros culturais.
O SMK é um museu grande e tradicional. Um prédio com uma mistura imponente de estilos é a porta de entrada para uma coleção preciosa de arte visual, que abrange desde pinturas e esculturas europeias da idade média, até os mais significativos representantes da arte contemporânea mundial.
Na bilheteria, perguntamos: existe algum departamento direcionado às crianças nesse museu? Sim, respondeu a recepcionista. Temos um departamento, ateliês, salas interativas na exposição permanente e exposições voltadas para as crianças que, hoje, tem uma sendo montada. Prosseguimos perguntando: onde acontece tudo isso? E a resposta foi: espalhado pelas mais de 200 salas do museu!
Começamos por buscar os ateliês para crianças. Ficam na ala nova, num espaço central, acessível e cercado de esculturas e instalações de obras contemporâneas. Numa das salas vimos a mostra da brasileira Laura Lima. Também notamos a sala ao lado dos ateliês sendo trabalhada para receber uma exposição voltada para os pequenos.
Num dos ateliês, encontramos uma equipe de arte-educadoras (monitoras) – Signe e Ida – com quem pudemos conversar.
Choro frequente e que não para… por quê?
O choro insistente e frequente das crianças pequenas desespera…
Choro é uma linguagem utilizada e conhecida por todos os seres humanos na primeira infância, mas vamos perdendo essa forma de comunicação e conquistando outros recursos para expressar nossos sentimentos e também controlá-los.
Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida é dependente dos cuidados e das relações amorosas com os adultos.
Quais os prováveis motivos?
Bebes e crianças pequenas choram porque estão frustradas por não alcançarem algo, perturbadas com muita luz e barulhos, entediadas com um cenário sempre igual. Podem chorar por que estão com fome, com a fralda encharcada ou suja, estão cansadas, com sono, com cólica e, portanto, a mais óbvia das causas: por problemas relacionados à fisiologia.
Planejar é preciso, como chegar ao planejamento que atenda os desejos das crianças?
Todos se propõem a planejar o seu dia, as suas atividades. Mas como fazê-lo quando este planejamento não se refere só a si, mas a todas as crianças que estão uma boa parte do dia sob sua responsabilidade?
Cada uma tem uma vontade, um desejo e está em um estado de busca.
Quando a proposta é fazer um planejamento que parte destas vontades, desejos e buscas, está se planejando o imprevisível!
O que pensar, o que escolher, como é a elaboração deste planejamento?
O professor que tem a preocupação em saber o que fazer com sua turma, tem que estabelecer um ponto de partida. Se as singularidades de suas crianças são importantes este ponto de partida já esta estabelecido. SÃO ELAS.
Tudo começa com observar e escutar sua turma e o que brota nos momentos da Rotina: as ações mais procuradas, os interesses, as demandas, as pesquisas e descobertas, os assuntos que estão bombando entre as crianças.
O currículo integral e formação de professores na Educação Infantil
Tempo de Creche conversou com Janaina Maudonnet, mestre em educação e especialista em educação em direitos humanos, sobre o currículo integral – ou holístico – e seu potencial nas descobertas da cultura e singularidade das crianças e as demandas na formação do professor na Educação Infantil.
Tempo de Creche – O que é o currículo para a Educação Infantil?
Janaina – Ao tratarmos de currículo na Educação Infantil, estamos falando do modo de organizar as práticas educativas: os espaços, as rotinas, os materiais que disponibilizamos às crianças, as experiências com as linguagens verbais e não verbais que lhes serão proporcionadas e os modos de acolhimento na instituição.
A forma como organizamos essas práticas tem por trás ideias sobre a finalidade da educação, a maneira como os sujeitos aprendem, o que se deseja que eles aprendam, que tipo de homem queremos formar e para qual tipo de sociedade. Trata-se de uma prática complexa, que necessita de permanente reflexão por parte dos adultos que a oferecem.
Birra ou o aprendizado de lidar com a expressão das emoções?
Não é raro notarmos atitudes que chamamos de birra, descontrole e falta de limite nos pequenos do grupo. Essas questões estão relacionadas à habilidade de lidar com os sentimentos que, como outras habilidades, devem ser exercitadas, aprendidas e desenvolvidas. Ela começa a se desenvolver no nascimento e continua como um processo durante toda a infância e adolescência. Este aprendizado é a capacidade de reconhecer, expressar e lidar com emoções intensas de forma adequada e oportuna.
Saber lidar com emoções intensas é uma habilidade conquistada aos poucos, fundamental para o desenvolvimento saudável. Ele favorece as relações, as ações cooperativas, a lidar com as frustrações e a resolução de conflitos. Os pequenos aprendem essas habilidades por meio de interações com os adultos, e as orientações de pais e educadores com exemplos e explicações claras e gradativas.
Musicalização no dia a dia de bebês e crianças
Tempo de Creche conversou com a musicista e psicóloga, especialista em musicalização para crianças e bebês, Andréa Franco Schkolnick. Para Andréa a música é um meio expressivo e não a finalidade do trabalho com crianças.
Tempo de Creche – Como é o universo da música para a criança de 0 a 3 anos?
Andréa – Realizo um trabalho de música com bebês desde 2006 e de lá para cá muita coisa mudou.
Inicialmente, minha maior preocupação era a pesquisa de músicas e brincadeiras para esta faixa etária. Procurava escolher instrumentos mais adequados e que não oferecessem riscos para o bebê. Músicas para movimentos de balançar, embalar e pular ou mesmo para chamar a atenção da criança na comunicação verbal (por exemplo, músicas com sílabas que se repetem ou com as vozes de animais).Tudo era planejado por que eu achava que assim estaria próxima do mundo e dos interesse das crianças, podendo compreendê-las melhor e elas se sentindo à vontade.
Aprendizagem dos movimentos
Aprendizagem dos movimentos numa viagem de faz-de-conta
Deslocar-se nos espaços é um assunto sério! Movimentos são linguagem expressiva e recurso de brincadeira. E não se trata somente de mover o corpo. Os movimentos constituem-se numa linguagem que comunica. O crescimento físico e a aquisição das habilidades motoras marcam a primeira infância e são favorecidas quando a criança participa de atividades motoras desafiadoras e lúdicas.






