Arquivos do autor: Tempo de Creche

Maria Alice Proença e as participantes dos três Grupos de Estudos sobre Projetos – GEP – encerram suas atividades num momento de nutrição estética. Tempo de Creche acompanhou essa manhã de confraternização cultural.

GEP

Maria Alice Proença coordena grupos de estudos sobre projetos com inspiração na pedagogia italiana de Reggio Emilia. Os grupos são formados por professores, coordenadores e arte-educadores de diversas escolas, creches e projetos sociais, em busca de ampliação dos conhecimentos sobre o trabalho com a Educação Infantil.

Miguel Rio BrancoNo final deste semestre, a mestra e coordenadora organizou para seus alunos um piquenique no Parque do Ibiraquera, SP, e uma visita monitorada ao 34o Panorama da Arte Brasileira que apresenta a exposição Da pedra, Da terra, Daqui, um ponto de convergência onde se apresentam obras produzidas em tempos muito diferentes, no Museu de Arte Moderna- MAM/SP.

Segundo Alice, para fechar os conteúdos estudados e refletidos, o encerramento alimentou os quatro sentidos: o gostoso lanche se encarregou do paladar e o som, o visual e os cheiros ficaram por conta da mostra.

Leia mais

Fotografia é uma das linguagens da arte que pode, de fato, captar a poética da infância. Como fazer isso acontecer?

Crianças

Fala-se intensamente sobre Registro e Documentação Pedagógica do professor e de suas crianças. Mas salta ao pensamento a importância dos relatos escritos e a fotografia como apoio, suporte ou até mesmo embelezamento do resultado da reflexão do professor.

Leia mais

Quer conhecer três projetos que valorizam o protagonismo infantil?
Confira os depoimentos de professoras sobre práticas de projetos que percorreram o ano de 2015 na Escola Primeira, São Paulo.

No final de novembro visitamos a V Mostra Cultural da Primeira: Lá…tão longe, tão perto! organizada pela equipe pedagógica para dar visibilidade às profundas aprendizagens das crianças ao longo do ano. A mostra apresentou uma síntese reveladora daquilo que foi mais significativo para as crianças e, ao mesmo tempo, proporcionou experiências estéticas com os registros e produções selecionadas.

Veja a postagem Palavra de… Bia Nogueira: atelierista para conhecer mais sobre essa mostra da Escola Primeira.

1- Da minha janela eu vejo o mundo

Faixa etária: 18 a 24 meses
Professora responsável: Talita Pereira de Freitas
Auxiliar: Arline Midori Zamparo
Atelierista: Bia Nogueira

Este ano o trabalho da professora Talita com sua turma começou diferentemente dos anos anteriores. Suas crianças só queriam ficar dentro da sala. Segundo a Talita, geralmente os pequenos querem ir ao parque e correr, mas estes não. Com isso, começou a ideia de trabalhar o acolhimento se abrigando em ninhos, que, mais tarde, evoluiu para a construção das caixas, algumas delas expostas na mostra.

Projeto Da minha janela vejo o mundo - 5 sentidos

Projeto Da minha janela vejo o mundo - transparênciasPara não deixar a pesquisa na “caixa pela caixa”, as crianças e a professora começaram a explorá-la com os sentidos. Tudo partiu de uma das crianças que degustava um alimento. O projeto começou a caminhar pelas várias formas de exploração dos sentidos: sons, gostos, cores, cheiros e sensações do tato.

Leia mais

Bia Nogueira, atelierista da Escola Primeira, SP, dá a sua receita para realizar uma mostra que coloca a aprendizagem e a estética em destaque.

Tempo de Creche – Qual a importância de um evento como este?
Projeto Cores e Tons - Escola PrimeiraBia – A escola trabalha por projetos e a mostra cultural dá visibilidade a eles. Os projetos vão acontecendo durante o ano. Às vezes acontece de mudar o tema, mas existe uma linha condutora que vem do que as crianças trazem. Estes aspectos vão sedo trabalhados com os educadores, a partir de pequenos momentos que vão aparecendo nas salas durante o ano. Tudo devagarzinho, porque é uma construção longa. A Mostra Cultural dá uma dimensão aos projetos, uma espécie de conclusão por meio de outra vivência, pois quando os trabalhos estão montados numa mostra, a experiência é outra. Não é só apresentar o que foi feito, é recriar o que foi vivenciado, destacando os aspectos mais significativo ao longo do processo e, além disso, potencializar em uma experiência que pode ser compartilhada com os funcionários, com a família e com as crianças da escola, porque elas vão vir para a mostra e viver coisas que são familiares a elas de uma outra forma.

Leia mais

A inquietação de uma leitora nos mobilizou a buscar pensamentos e opiniões de estudiosos sobre a Formação de Professores. Ela comenta que há um abismo entre a teoria e a prática pedagógica, difícil de ser enfrentado. Esse sentimento, às vezes, pode paralisar o educador que passa a repetir apenas o que já experimentou ou conhece.

Grupo de estudos pb

Nos documentos oficiais e, geralmente, nas propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil, é possível analisar a visão de criança, suas capacidades e como ela aprende. Mas sabemos que as práticas educativas não são homogêneas, mesmo a partir dos avanços legais e dos estudos atuais sobre a infância. As metodologias partem de diferentes concepções teóricas sobre educação, criança, desenvolvimento cognitivo, linguagem, a cultura e a própria sociedade[1]. Destas definições deriva o papel de educador, sua capacitação e seus saberes.

Leia mais

A Arte faz a comunicação onde não existem as palavras.
O desenvolvimento social, emocional e cultural de crianças se transforma com o impacto das experiências artísticas.
O que a Base Nacional Comum Curricular fala sobre isso?

Segundo artigo do MOCHA (Museum of Children’s Art – Califórnia, EU), arte na educação infantil é essencial. Ela serve como primeira língua, preparando o terreno para falar, ler e escrever. As experiências artísticas impactam o desenvolvimento social, emocional e físico de crianças de 0 a 5 anos.

Ao envolver as crianças em ambientes e propostas artísticas, contribuímos com a promoção do desenvolvimento do senso estético, da criatividade, motricidade e cognição.

Obras - Tarsila Miro Carlos Cruz-Diez

Campo de experiências experimentação de artes visuaisO texto da versão provisória da Base (BNCC) aponta para a o contato com as culturas locais e de outros países, exploração de materiais, recursos tecnológicos e de multimídias, e a realização de produções prazerosas e inventivas com gestos, sons, traços, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, para desenvolver a sensibilidade das crianças.

Aproximar a Arte como conteúdo e ferramenta da educação de crianças pequenas vem sendo apoiada em práticas por todo o mundo e no Brasil. Muitos estudos ratificam a percepção de que Arte, cultura e expressividade contribuem de maneira fundamental no desenvolvimento infantil. seta horizontalDestacamos 16 razões que apoiam esse pensamento:

Leia mais

O texto provisório da Base Nacional Comum Curricular reforça a visão da criança como PROTAGONISTA das ações educativas das instituições de Educação Infantil.

PARTICIPAR, com protagonismo, tanto no planejamento como na realização das atividades recorrentes da vida cotidiana, na escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo linguagens e elaborando conhecimentos (BNC, p. 20 – Documento de Consulta Pública).

Esse direito é o embasamento que encaminha a forma de pensar as ações nas Creches e EMEIs. Isso significa que os planejamentos de propostas devem partir dos interesses das crianças, identificados nos registros das ações do dia a dia.

Pense bem: as propostas e atividades não devem partir das ideias “independentes” dos professores!

BNCC5

Assim, por esta compreensão da aprendizagem, a criança pequena aprende a partir de seus interesses, de sua vontade de pesquisar e dos desafios que encontra.

Leia mais

Já pensou em planejar uma contação de história especial e sua turma receber cinco histórias diferentes?
Já pensou em elaborar uma contação de história especial e realizá-la cinco vezes?
Um CEI de São Paulo criou uma tarde incrível de contação de histórias para todas as suas crianças!

Numa tarde de outubro, as crianças das cinco turmas do CEI Nossa Turma acordaram, tomaram o leite e desfrutaram de uma contação de histórias peculiar.

Rodizio de histórias CEI Nossa Turma - professora LuanaNum canto de leitura acolhedor, organizado na sala enquanto dormiam, ouviram uma história contada pelos seus professores. No final da aventura literária, um dos professores escapou da sala e outro, de outra turma, veio se chegando. Sutilmente, outros dois professores começaram uma nova contação de história. Que delícia!

Nessa tarde inusitada, os cinco grupos da Nossa Turma ouviram cinco histórias diferentes, preparadas e contadas com dedicação especial. Equipe e crianças disfrutaram de literatura, diversas maneiras de ouvir histórias e novas relações.

Rodizio de histórias CEI Nossa Turma - professora AnaConversamos com a coordenadora pedagógica, Maria Martha Novaes dos Santos, para conhecer mais sobre essa proposta.

Leia mais

BNCVocê conhece e utiliza os documentos referenciais e orientações curriculares na sua prática? Já ouviu falar da Base Nacional Comum Curricular?

O PNE – Plano Nacional de Educação prevê a elaboração de (mais!) um documento orientador para as práticas da escola: a Base Nacional Comum Curricular, em processo de tramitação no congresso.

Nesse documento, profissionais especialistas e interferências da sociedade pretendem construir coletivamente os “direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos”.

O material foi elaborado com uma dinâmica fácil de ser percebida: 6 direitos de aprendizagem na Educação Infantil são reconhecidos como objetivos de aprendizagem a serem implementados em 5 campos de experiência. Nessa abordagem o professor tem 30 dimensões a serem trabalhadas com as crianças de 0 a 6 anos. Veja a tabela abaixo.

Leia mais

Edith Derdyk nos fala do novo olhar para o desenho da criança no contexto da arte contemporânea: o desenho que ultrapassa barreiras de modelos e normas formais para contar sobre as sensações e gestos de quem os produz.

Tanto em suas palavras como em seus trabalhos, a linha marca a pesquisa na arte de Edith Derdyk e nos convida a brincar com nosso olhar e gesto.
VIÉS – DVDteca Arte na Escola

Tempo de Creche – O que o desenho conta sobre a criança?

Edith – O desenho é linguagem que atravessa todos os tempos – das cavernas à informática – sempre esteve presente na História da Civilização. E, de todas as linguagens, é a mais antiga. Tal como a pantomima*, são linguagens nascentes.O desenho é linguagem inata: toda a criança, de qualquer tempo e lugar, desenha. Toda criança possui intimidade com o desenho como ponte de investigação, expressão e comunicação com o mundo. Existe uma proximidade imensa e natural entre o ato de desenhar e a ação corporal mais do que com o quê a criança deseja ou pensa em “representar”. Num primeiro momento do desenvolvimento da aquisição da linguagem do desenho, a criança é verdadeiramente o seu gesto, o seu traço, o seu movimento e o desenho é resultante desta ação, registrando o percurso do movimento do corpo no espaço do papel, na parede, em qualquer superfície.

desenho final

Seguindo por esta trilha de investigação, talvez possamos refletir um pouco mais sobre como a criança desenha e menos com o quê o desenho conta sobre o que a criança é! Esta diferença entre “como a criança desenha” e “sobre o quê ela desenha” ou “o quê o desenho conta sobre a criança” são limites sutis e avassaladores, pois o modo como se desenha revela qual o modelo de desenho que nos habita. E cada modelo de desenho traz, consigo, um conjunto de conceitos, ideias, atitudes e procedimentos. Talvez pudéssemos inverter a pergunta e enunciar que o sujeito que desenha – seja criança, seja adulto – , é quem reinventa o que um desenho é e pode ser!
[*pantomima = mímica]

Leia mais

340/495