Tabelas, percursos reflexivos e instrumentos organizadores: conheça a organização dos conteúdos do livro do Tempo de Creche
Educação Infantil: um mundo de janelas abertas, um livro com jeitão de Blog Tempo de Creche!
Objetos potentes e elementos da natureza para brincar e aprender
Que as crianças precisam de natureza, ninguém duvida! Levar um pouco de natureza para a sala enriquece a pesquisa e a brincadeira com elementos potentes.
Acompanhe o trabalho da professora Neuza e da coordenadora Silvana do CEI Santa Marina, SP, com a turma de pequenos investigadores de três anos.

As professoras de três creches de São Paulo estão pesquisando o envolvimento das crianças pequenas com “objetos potentes”, tema da formação que estamos desenvolvendo com o apoio do Impaes* neste semestre.
Objetos potentes são materiais que não vêm com “instrução de uso”. Eles desafiam a criança a mobilizar a criatividade e a imaginação para construir significados.
Que tal espiar o livro “Educação Infantil: um mundo de janelas abertas”?
Como o livro Educação Infantil um mundo de anelas abertas está organizado? Veja os capítulos.
Hora do parque é hora de quê?
O que a hora do parque representa para as crianças?
E para os professores?
Vamos começar pelos pequenos…
O parque é um dos diversos espaços da escola que devem ser ocupados pelas crianças. Mas o parque é especial… talvez mais importante do que a própria sala!
Na área externa, de preferência grande, ensolarada e “decorada” pela natureza, as crianças desfrutam um ambiente arejado; amplo o suficiente para experimentar os grandes gestos do corpo; pesquisam e coletam galhos, pedras, plantas, bichinhos e outros tesouros; se juntam aos colegas e também encontram cantinhos secretos; colocam em ação incríveis enredos de faz de conta… enfim, vivem a infância no melhor cenário!

Conheça o livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertas
O LIVRO DO TEMPO DE CRECHE ESTÁ PRONTO! Conheça “Educação Infantil: um mundo de janelas abertas” e veja como reservar seu exemplar.
Brincando com as culturas indígenas
Estamos em abril e no dia 19 deste mês comemora-se o Dia do Índio.
Por quê? Para que? Como? Quando?
Podemos pensar um pouco mais no que esta data e a cultura indígena representam.
*Curumim: palavra de origem tupi que significa criança.
- Que tipo de informação queremos transmitir para as crianças?
- O que elas entendem?
- O que sabemos sobre essas pessoas que vivem neste mesmo lugar, que chamamos de Brasil?
- Como é o indígena brasileiro?
- Quais são suas crenças?
- Como é sua cultura?
- Como brincam?
Estas são algumas das perguntas que nos fazemos sempre que o Dia do Índio se aproxima. Hoje, o que sabemos deles é o que a televisão nos conta e muitas vezes o foco das matérias não são as crenças e as culturas indígenas. Algumas regiões, pela proximidade com as aldeias, possuem um contato e uma convivência maior.
Para ser professor, basta o diploma?
Percorremos uma jornada de formação na faculdade. Atualizamos nossos conhecimentos por meio de cursos e palestras. Compramos alguns livros e lemos artigos em revistas especializadas e na internet… ainda assim parece que falta algo! Parece que nada disso dialoga com a prática! O que acontece?
Atualmente, a formação do professor é considerada uma disciplina de estudo especializado e uma área de pesquisa estratégica. Diversos países investem nesse tema porque julgam ser prioritário pensar sobre a qualidade do ensino praticado pelos professores ao longo de suas carreiras.
O que isso quer dizer exatamente?
Para qualquer profissional cuja carreira dependa das habilidades intelectuais, é fundamental que a formação se estenda por toda a vida.
Até aí, nada de novo.
O que tem despontado nas pesquisas a respeito da formação continuada do professor, é a importância da REFLEXÃO como estratégia de auto-formação.
É crença de diversos estudiosos e especialistas que a formação do professor se completa com a sua prática. Isso quer dizer que sem colocar a mão na massa não há formação que dê conta de preparar um professor para um trabalho qualificado.
O educador americano Herbert Kohl diz que a não ser que os professores assumam a responsabilidade de testar e elaborar teorias de educação, as teorias serão sempre feitas (e impostas!) pelos outros.
Então não é só frequentar uma faculdade, estudar, obter a graduação e, com a experiência prática, conquistar a satisfação de reconhecer-se como um bom professor?
Mais uma vez, não!
É nesse sentido que os pesquisadores têm apontado e necessidade de uma etapa formativa da carreira que NUNCA TERMINA: o exercício constante da reflexão sobre a própria prática.
Paulo Freire foi um defensor da reflexão crítica sobre a prática pedagógica. Para ele, (…) é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. (FREIRE, 1996, p.43).
Como dizer NÃO para crianças pequenas?
Crianças nasceram com o gene da exploração! São pesquisadoras natas do mundo que as cerca e, aos poucos, vão tendo suas fronteiras ampliadas. No fuça, mexe, remexe, segura, transporta, tira e põe, os adultos ficam ansiosos, receosos pela segurança e não sabem como agir para estabelecer limites: não dá para abrir os armários da sala e tirar tudo de dentro, lidando com grupos de 18 crianças! Brincar de abrir e bater portas pode machucar!
O que fazer para interromper algumas dessas “investigações”? Como trabalhar os limites nessas situações?
A casa, os ambientes da creche e, em especial, a sala, são o mundo das crianças. Isso significa que esses universos precisam ser explorados para serem totalmente reconhecidos. Paralelamente, controlar o ímpeto de pesquisa não é fácil e nem natural nessa faixa etária. Os impulsos ainda não conseguem ser freados pelos pequenos e, apesar dos alertas dos adultos capturarem a atenção, em poucos minutos eles estão de volta às portas, gavetas e armários!
O que fazer?
Campos de experiências e objetivos da atividade: o que pensar sobre isso? – PARTE 2
Como trabalhar com os campos de experiências e objetivos de aprendizagem?
Durante as atividades, como favorecer experiências num campo específico, se as crianças pensam e agem mobilizando habilidades diversas?
Como se planejar para buscar avanços e desenvolvimentos específicos na turma?
Na postagem anterior*¹, pensamos sobre a aprendizagem das crianças pequenas por meio de experiências. Recorremos aos pedagogos Jorge Larrosa*² e Silvana Augusto*³ para compreender que experiência de aprendizagem é aquilo que deixa marcas. Quando curiosa e encantada, a criança pequena se envolve no desafio e se dedica a ele. Dá para perceber isso claramente no dia a dia:
⇒ no pátio, quando desafiam o corpo a saltar cada vez mais longe;
⇒ ao fazer de uma caixa, um ônibus que perambula pelas ruas imaginárias;
⇒ ao bater uma panela no chão sem parar para ouvir variações e similaridades dos sons;
⇒ ao misturar areia numa massa de farinha;
⇒ ao virar as páginas de um livro procurando as narrativas já conhecidas;
⇒ ao descobrir que 1 é bem pouquinho e 5 é muito mais.
Nesta postagem vamos refletir sobre a atuação provocadora do professor para promover experiências além daquelas espontaneamente vividas pelas crianças. Com isso, favorecer o desenvolvimento das diversas áreas – ou “campos” – de aprendizagem e desenvolvimento.
Que tal recorrer à prática para entender?
Experiências e campos: o que a Base Nacional quer dizer com isso? – PARTE 1
Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) duas palavras têm tirado o sono de coordenadores e professores da Educação Infantil: experiências e campos.
Nesta postagem vamos refletir sobre as EXPERIÊNCIAS como pilares das transformações e aprendizagens das crianças pequenas. Na próxima postagem vamos destrinchar a organização das experiências em diferentes CAMPOS, os campos de experiências e seus objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para explicar como eles podem orientar os planejamentos e as prática dos professores.
Então, o que são as famosas experiências tão presentes na BNCC?
As palavras experiência-experiências aparecem mais de 30 vezes ao longo do texto dedicado à etapa da Educação Infantil. Essa ênfase traduz a crença de que crianças aprendem quando têm experiências. O que isto significa?


