Objetos potentes e elementos da natureza para brincar e aprender
Que as crianças precisam de natureza, ninguém duvida! Levar um pouco de natureza para a sala enriquece a pesquisa e a brincadeira com elementos potentes.
Acompanhe o trabalho da professora Neuza e da coordenadora Silvana do CEI Santa Marina, SP, com a turma de pequenos investigadores de três anos.

As professoras de três creches de São Paulo estão pesquisando o envolvimento das crianças pequenas com “objetos potentes”, tema da formação que estamos desenvolvendo com o apoio do Impaes* neste semestre.
Objetos potentes são materiais que não vêm com “instrução de uso”. Eles desafiam a criança a mobilizar a criatividade e a imaginação para construir significados.
Atividades para bebês: Caixas Temáticas
Oferecemos uma grande quantidade de informações sobre Neurociência e desenvolvimento de bebês de 2 a 6 meses na postagem Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 2 a 6 meses . Abordamos:
- como os bebês conhecem e aprendem sobre o mundo,
- como interagem e se expressam e
- como se relacionar com eles para conhecê-los e trabalhar no seu desenvolvimento
E agora? O que fazer com essas ideias?
O desafio do educador é estar preparado para ir ao encontro dos interesses do bebê na sua singularidade. Nesse sentido, precisamos perceber os pequenos, registrar seus percursos e arranjar tempo para fazer tudo isso com qualidade na correria da rotina
Desse modo, os conteúdos da Neurociência servem como referência para conhecer os bebês do grupo e como orientação para a escolha, organização dos espaços, materiais e elaboração de propostas adequadas.
Experiência de leitor: uma aventura com macarrão
Já imaginou poder mexer no prato de macarrão, brincar com as massas e ainda colocar “molhos” de cores diferentes? Essa foi a proposta de atividade da Creche Fraterno, SBC, SP, para um dia de sol luminoso, com crianças de 18 meses.
A leitora Rosangela L. Gonçalves, coordenadora da Fraterno, nos convidou para conhecer a página da creche no Facebook. Exploramos os registros publicados e descobrimos imagens de bebês de fralda brincando com macarrões de todas as formas e cores. Então pedimos para a equipe para compartilhar essa brincadeira esperta!
As professoras trabalharam a mesma atividade no semestre anterior com as crianças mais jovens. Com o desenvolvimento das capacidades e o amadurecimento da turma, a professora Michelle C. B. Ogêda percebeu que poderia apresentar os materiais novamente e favorecer novas oportunidades de pesquisa mais ampliada.
Nas primeiras fotos dos registros vemos o cuidado na organização do material e no aproveitamento da extensão do espaço para favorecer a movimentação das crianças.
Jornada da identidade numa prática de berçário
As professoras Fabiana Guimarães Santos e Sandra Ferrari, do CEI Nossa Turma, SP, planejaram sequências didáticas para desenvolver a IDENTIDADE com sua turma de 18 meses, ao longo do segundo semestre de 2014.
Após 6 meses com o grupo, os pequenos estavam adaptados à creche e à rotina da instituição. Exploradores, conheceram e se apropriaram dos espaços, das relações e dos materiais oferecidos em propostas de atividades sempre desafiadoras.
Em agosto as professoras perceberam o quanto esses pequenos cresceram! Muitos passaram a falar com desenvoltura, ampliando as possibilidades de se comunicar e contribuir; o equilíbrio de ficar de pé, caminhar e correr favoreceu pesquisas mais elaboradas; o interesse pelas narrativas ampliou a atenção e o prazer dos momentos de contação e leitura de livros.
A equipe suspirou de satisfação e notou: eles também estão cientes desse desenvolvimento! Numa proposta com fantasias, o espelho exacerbou as diferenças. As fantasias alteraram a visão de si e do outro.
Afinal, o que é Arte na Educação Infantil?
O caminho de uma experiência de formação com professores de creche e suas crianças nas atividades de artes visuais, revelou questionamentos que provavelmente acompanham professores de outras creches. Que tal se dividíssemos nossas reflexões aqui?
Após quase um ano de formação, qualificando o atendimento da creche, adequando os serviços e trabalhando a transição para tornar-se uma creche conveniada à prefeitura, chegamos à etapa de desenvolver conteúdos pedagógicos específicos em serviço, com cada educador e sua turma. As professoras do berçário tinham dúvidas sobre o que trabalhar na linguagem de artes visuais com crianças tão pequenas.
Lançado o desafio, trouxemos uma proposta chamada Arte e os Sentidos e na primeira atividade: EU APERTO, ESPREMO E SINTO TEXTURAS: MELECAS, BEXIGAS E RECHEIOS.
Deixamos a sala com espaço livre, colocamos uma lona plástica no chão e sobre ela dispomos em um canto bandejas com meleca de amido coloridas (veja receita abaixo), cumbuquinhas e pazinhas. Em outro canto, colocamos bacias com pequenas bexigas coloridas, algumas cheias com um pouco de farinha e outras com um pouco de água.


