Para que a brincadeira continue!
… O mês de agosto está chegando! O mês de agosto chegou! Agosto … mês bem disposto!
É o início das atividades do segundo semestre e … para que a brincadeira continue veja as sugestões!
E a organização das brincadeiras, novas ou já conhecidas é o ponto de parida para receber as crianças que estavam fora, de férias. Compreender a importância do brincar para a criança é fundamental e deve ser o foco da equipe!
Ampliando a postagem anterior Espírito de férias na brincadeira selecionamos várias propostas para que a brincadeira continue e a diversão não termine!
Quais os movimentos que as crianças mais gostam de fazer? Quais os mais difíceis?
Por meio de pistas ou circuitos com obstáculos como – túnel de tecido, degraus de bancos, bambolês, pneus, cabanas montadas com tatames, proporcionamos às crianças o desenvolvimento e as ampliações gradativa de sua movimentação como o agachar, engatinhar, correr, subir, pular, girar, andar em diferentes planos (no alto, em baixo…) e, assim, desenvolver maior segurança na movimentação cotidiana.
Projeto “A Arte pinta na Festa Junina”
Na segunda parte da postagem sobre a cultura das Festas Juninas, vamos pensar a prática para tornar a celebração um projeto voltado para as crianças.
Ao trabalhar o resgate de memórias e a introdução do tema para os pequenos, a festa já passa a fazer parte do contexto da instituição e a decoração, a culinária, a música, a dança e as brincadeiras podem começar a ocupar o planejamento das propostas.
DECORAÇÃO DO AMBIENTE E ALEGORIAS
Sabemos que com a proximidade da festa, seja ela comemorada com pais e comunidade, seja internamente, vem aquele comichão de decorar o espaço com tudo de típico e lindo que se puder fazer e comprar.
Mas, nesse momento, devemos ter em mente o significado do que vamos colocar festa nas paredes da creche.
- Decoração do ambiente
O educador Loris Malaguzzi (Reggio Emilia) já dizia que as paredes da escola falam!
- O que queremos que elas comuniquem?
- O empenho, as escolhas e o talento para o artesanato decorativo da equipe pedagógica?
- Ou, a fala das paredes da creche deve traduzir a expressão das crianças que ela abriga?
Passeando pela cultura: descobrindo a festa junina!
FestaS JuninaS, no plural, porque são muitas! São diversificadas e são de cada um, de cada memória, de cada história. Festa Junina no Brasil é cultural. Que bom!
Trabalhar esse tema com as crianças mantendo uma abordagem cultural dá uma sensação de consistência à proposta, não?
E por isso, que tal colocarmos uma roupa de projeto na abordagem dessa celebração para construir com as crianças um repertório cultural interessante e compatível com as tradições e costumes das famílias da comunidade?
Vamos falar da festa e como ela é celebrada regionalmente, algumas músicas e cantigas, as danças a comida e a decoração. É muito assunto! Dá para começar agora e, dependendo do interesse da turma, ultrapassar a própria comemoração!
Afinal, o que é Arte na Educação Infantil?
O caminho de uma experiência de formação com professores de creche e suas crianças nas atividades de artes visuais, revelou questionamentos que provavelmente acompanham professores de outras creches. Que tal se dividíssemos nossas reflexões aqui?
Após quase um ano de formação, qualificando o atendimento da creche, adequando os serviços e trabalhando a transição para tornar-se uma creche conveniada à prefeitura, chegamos à etapa de desenvolver conteúdos pedagógicos específicos em serviço, com cada educador e sua turma. As professoras do berçário tinham dúvidas sobre o que trabalhar na linguagem de artes visuais com crianças tão pequenas.
Lançado o desafio, trouxemos uma proposta chamada Arte e os Sentidos e na primeira atividade: EU APERTO, ESPREMO E SINTO TEXTURAS: MELECAS, BEXIGAS E RECHEIOS.
Deixamos a sala com espaço livre, colocamos uma lona plástica no chão e sobre ela dispomos em um canto bandejas com meleca de amido coloridas (veja receita abaixo), cumbuquinhas e pazinhas. Em outro canto, colocamos bacias com pequenas bexigas coloridas, algumas cheias com um pouco de farinha e outras com um pouco de água.
Território do Brincar – num filme de brincadeiras, dicas para brincar com os olhos e o coração!
Na abertura da mostra de cinema com foco na infância, Ciranda de Filmes 2015, pudemos conhecer o Território do Brincar de Renata Meirelles e David Reeks. Uma poesia cinematográfica que atiça os diversos sentidos dos entusiastas da infância. Com fotografia precisa e encantadora, os olhos se enchem de beleza. A edição sensível conversa com a nossa memória e a trilha sonora sedutora do Grupo Uakti embala uma viagem para outros mundos e para o nosso próprio.
O filme vale ser visto e discutido em encontros de educadores e numa conversa de colegas no final de semana.
Entre as dezenas de brincadeiras mostradas pelas crianças filmadas por todo o Brasil, pudemos destacar três adequadas e desafiadoras para o universo da Educação Infantil.
Apareceu lagartixa na creche? Que tal transformar o fato no “Projeto Lagartixa”?
As lagartixas são animais da família dos jacarés (répteis) e se parecem com eles, em tamanho bem reduzido. Podemos encontrá-las nas florestas e dentro das casas. Quando isso acontece, pode ser uma sensação entre a garotada! Se surgiram na creche ou na roda de conversa, o tema pode se transforma em “Projeto Lagartixa” e ampliar a pesquisa.
As lagartixas das casas vieram da África, da terra dos leões e elefantes, e moram aqui no Brasil há centenas de anos. Elas se alimentam de mosquitos (inclusive dos pernilongos e dos mosquitos da dengue!), mariposas, baratas, formigas e até de aranhas venenosas. Elas passam o dia paradinhas, só esperando os bichinhos que vão comer chegarem perto. Quando eles estão distraídos, elas avançam lentamente e dão uma rápida mordida!
Vamos conhecer e brincar com a música indígena brasileira?
As pesquisadoras e musicistas, Magda Pucci e Berenice de Almeida, fizeram uma expedição sonora em oito comunidades indígenas brasileiras. No livro A Floresta Canta! – Uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil publicado pela Editora Peirópolis, elas contam a partir dos registros em seus diários, as tradições culturais destas comunidades e a linguagem utilizada para transformar elementos da natureza música.
Muitas dos hábitos, palavra e alimentos que hoje fazem parte do dia a dia de todos nós tem sua origem nas culturas indígenas.
- Por que tomamos banho diariamente? Os portugueses quando chegaram ao Brasil não tinham o habito do banho diário, os indígenas tinham.
- Por que gostamos de nos deitar em redes? Podem imaginar?
- O que quer dizer carioca?
No livro tem outras palavras, nomes de alimentos, locais e hábitos que tem sua origem nas raízes indígenas.
A importância do brincar
A atividade lúdica se revela e nos mostra todo o seu significado mais profundo quando compreendemos a relação existente entre ela e o processo de desenvolvimento global do sujeito.
Para as crianças o importante mesmo é viver este universo lúdico que integra a vida. Mas, para os educadores, a atividade lúdica possui função que auxilia no aprendizado infantil, constituindo-se como momentos necessários na vida de qualquer indivíduo.
Para refletir e conscientizar sobre essa importância e a criação de espaços lúdicos, a equipe do Tempo de Creche participou do Seminário O Direito de Brincar: da teoria à prática, realizado no SENAC Consolação e Biblioteca Infantil Monteiro Lobato nos dias 10 e 11 de novembro. Foi organizado pela IPA Brasil (filiada a IPA internacional – International Play Association) [www.ipadireitodebrincar.org.br] e ABBri – Associação Brasileira de Briquedotecas [www.brinquedoteca.org.br] Programados 5 painéis com temas relevantes e com repercussão em relação a percepção da necessidade do brincar, não só da criança pequena, mas em todas as faixas etárias. Estes temas proporcionam conteúdos de reflexão e aprendizagem constante para todo profissional que trabalha na educação Infantil.
No período da tarde no segundo dia, várias oficinas com propostas lúdicas foram realizadas na Biblioteca Monteiro Lobato. Tempo de Creche selecionou uma que pode interessar as crianças maiores, por conta do grande desafio que é pular corda e do tempo de confecção. Como pensar oficinas brincantes?! O espaço externo da Biblioteca Monteiro Lobato é bem amplo e bastante frequentado pelos moradores do bairro. As diferentes oficinas organizaram com mesas, cadeiras e tecidos ou rodas, os vários ambientes, para delimitar e reunir os participantes interessados em cada uma. 
Atividade: a arte da arquitetura para crianças
Arquitetura é para todos, inclusive para crianças!
E por quê podemos pensar em arquitetura para crianças? Porque arquitetura é a arte de pensar os espaços em que vivemos. Porque faz parte do desenvolvimento das crianças construir sua ocupação nos espaços, nos tempos e nas relações. E os ambientes tem tudo a ver com isso!
Nesse sentido, Amag!, uma revista virtual de arquitetura para crianças, realizada por arquitetos-artistas de vários países, apresenta artigos e propostas lúdicas para que crianças experimentem, investiguem e se relacionem com esta arte que nos cerca, nos abriga e nos envolve.
Tempo de Creche conheceu o site e a iniciativa e destacou uma atividade que vai cativar e favorecer muitas pesquisas e descobertas.
História: Carolina, monstros e um baile de máscaras
Tempo de Creche propõe uma divertida e interativa história de monstro que pode estimular atividades lúdicas e vivências artísticas para trabalhar o medo.
Crianças adoram histórias de monstros. Na verdade, adoram e temem ao mesmo tempo porque, até os 5 anos, muitos temores afloram de maneira intensa. O medo é parte da natureza humana e funciona como um alerta para perigos reais. O amadurecimento deste estado emocional começa na primeira infância. Os medos amigos são aqueles que nos enviam os sinais de perigo e os medos inimigos podem nos tolher e limitar ações. Ajudar a identificar os tipos de medo, auxilia no controle dessa emoção.
As histórias, as brincadeiras de faz de conta e o desenho são oportunidades para as crianças elaborarem sentimentos e emoções em situações seguras. Essas vivências favorecem o amadurecimento do controle emocional e lidar com os medos.







