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Planejamento Registro e Reflexão

Na primeira parte desse post abordamos o olhar para o Registro. Pensamos num roteiro para orientar a percepção do que registrar durante o desenvolvimento das propostas:

  • perceber o grupo no coletivo
  • olhar as crianças individualmente
  • notar o aproveitamento de espaços e materiais
  • identificar as pesquisas, interesses e contribuições das crianças

Propomos o desafio de experimentar seguir o roteiro e realizar anotações sobre as atividades que o professor já tivesse planejado. 

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Registro e Planejamento na Educação Infantil: esse é um assunto que não se esgota!

Experimente o Olhar - Registro na Educação Infantil

A infância tem seus ritmos. Que oscilam como as fantasias de um faz de conta. Reconhecemos as potencialidades das crianças e sabemos que podemos ampliar seus repertórios culturais, contribuir com o aprofundamento de suas pesquisas e trazer para a creche muitos conteúdos e experiências…

…mas quais?

Quando? Em que momento podemos ou devemos intervir?

Qual a dimensão daquilo que podemos considerar “currículo” de trabalho na infância?

Essas perguntas já foram feitas, respondidas e refeitas. Ainda assim, a prática do dia a dia parece se impor às demandas e aos projetos inspirados nos interesses dos pequenos. Aí professores e turmas são atropelados pelos horários determinados, arrumações, limpezas de sala e uma logística de materiais que prevê antecipação.

E assim… bate aquela sensação de frustração. Porque somos cuidadores e professores! Reconhecemos que as crianças aprendem em todas as situações e momentos da rotina, mas queremos ir além e trazer mais conteúdos culturais e de interesse para a turma. Quando não conseguimos viabilizar esse tipo de trabalho nos sentimos frustrados e abatidos.

Se você acompanhou até aqui essa trajetória de pensamentos, já percorreu uma trilha de reflexões. Isso representa empenho para buscar novas formas de olhar e, consequentemente, de pensar a sua Rotina.

Num post publicado em duas partes vamos sugerir um roteiro para guiar a ação de registrar e refletir sobre as atividades que você já planejou e ainda não desenvolveu. É começar pelos REGISTROS, isso mesmo! Sem mudar nada do que você vem fazendo, por enquanto. É passar a registrar o seu dia a dia com as crianças, porque …

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Rosa Iavelberg, educadora, autora do livro Desenho na Educação Infantil fala sobre o novo olhar para o processo de aprendizagem do desenho na infância. 

Crianças CEI NT

 Rosa, são muito difundidos os estudos sobre as fases do processo de desenho na infância. Há um novo olhar para este processo?

Desenhar não é uma questão de dom. O desenho praticado desde a Educação Infantil pode abrir um mundo novo de experiências simbólicas que expandem a imaginação, a expressão e a capacidade criadora.

O que move a criança a desenhar é sua interação com os próprios desenhos e a sua diversidade presente nos ambientes. Hoje não se compreende mais o desenho da criança passando por fases de desenvolvimento de modo espontâneo e sim, que todos os alunos podem aprender a desenhar com orientação didática adequada sem ter medo de criar.

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As pedagogas Tânia Fukemann Landau e Lena Bartman Marko escreveram diálogos sobre as relações envolvidas no ambiente das creches e instituições de educação. São sete capítulos para refletir e inspirar as ações dessa delicada relação e as possibilidades de construir um ambiente favorável ao desenvolvimento e educação das crianças e das comunidades abrangidas pela instituição.

3. APROFUNDANDO O DIÁLOGO

gêmeos

Nas conversas com os pais e familiares é preciso deixar claros os objetivos e cultura institucional. É possível concordar ou discordar dos pais, podendo acatar ou não suas sugestões, buscando sempre fundamentar e esclarecer nossas decisões. Os pais também têm o direito de argumentar frente aos encaminhamentos institucionais. O importante é lembrar que todas as atitudes adotadas devem ser pautadas no que é melhor para as crianças e a coletividade escolar. E devem dar espaços para que caibam individualidades e singularidades neste coletivo.

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Tempo de Creche apresenta mais um curso sobre a Abordagem Pikler-Lóczy. A pedagoga Marcela Chanan estará ministrando a partir de 23 de maio o curso Um olhar sensível na prática com a primeiríssima infância, com foco nos bebês de 0 a 3 anos.

Devemos ser conscientes da importância que reveste a educação de bebês e crianças pequenas, da influência que esta educação terá sobre toda sua vida.
Emmi Pikler.

A escola tem grande importância no desenvolvimento das crianças, quanto mais experiências positivas puderem viver, mais impactos positivos terão no seu desenvolvimento, e é essencial oferecer vivências tanto educacionais, quanto sociais. Somente uma educação de qualidade pode oferecer um desenvolvimento apropriado e saudável aos pequenos.

Boneca Marioska

Nesse sentido, a abordagem Pikler-Lóczy contribui com sua prática focada no desenvolvimento sadio da primeira infância, considerando a importância dos cuidados corporais, a motricidade livre, a autonomia, o vínculo com o adulto, as iniciativas da criança, a interação entre os bebês, a rotina, o espaço, os materiais para brincar, a observação e o registro.  Promovendo um olhar mais sensível em relação a maneira como vemos e atuamos com os bebês e as crianças pequenas. São nos detalhes como, por exemplo, a forma de pegar a criança, trocar, alimentar, interagir e se comunicar que se faz a diferença para construção de um indivíduo seguro e confiante.

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As pedagogas Tânia Fukemann Landau e Lena Bartman Marko escreveram diálogos sobre as relações envolvidas no ambiente das creches e instituições de educação. São sete capítulos para refletir e inspirar as ações dessa delicada relação e as possibilidades de construir um ambiente favorável ao desenvolvimento e educação das crianças e das comunidades abrangidas pela instituição.

2. CRECHES E FAMÍLIAS: UMA PARCERIA DE ESCUTA

Entender a escola como ambiente de desenvolvimento infantil traz uma nova lente para educadores e famílias. Ambos nutrem expectativas em relação ao outro que, muitas vezes, são contraditórias. Algumas situações exigem um bom diálogo e uma dose de trabalho e disponibilidade para esclarecer à comunidade a função educativa da creche, para trocar opiniões, negociar e buscar soluções conjuntas e inovadoras para este atual formato de atendimento às crianças. Isto implica aceitar que qualquer criança pode frequentar a creche, não importa a razão pela qual seus pais optaram por isto. Parece muito simples esta proposição, mas compreendê-la significa aceitar, por exemplo, que uma mãe ou um pai deixe seu filho lá seja para passear, descansar ou procurar um trabalho. Isto é do âmbito particular e peculiar e não cabe à escola avaliar as dinâmicas e escolhas familiares.

Obras

 

A creche é uma instituição que recebe famílias dos mais diferentes estilos, religiões e culturas domésticas. Os diferentes modos de pensar e agir em relação às crianças geram conflitos que são inevitáveis e inerentes às relações humanas. Seria utópico (ideal, impossível) pensarmos em uma relação da creche com as famílias livre de contradições e atritos. Apesar dos esforços dos educadores para manter um bom relacionamento com as famílias, ainda é evidente as dificuldades de enfrentar os confrontos que são característicos das relações. Ao invés de tentarmos eliminar os conflitos ou abafá-los, precisamos enfrentá-los com humildade e flexibilidade. Isto só é possível por meio de uma escuta aberta, respeitosa e verdadeira para com os pais e responsáveis.

Mas como fazer isto?

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As relações humanas são tão naturais que acontecem mesmo que não se troque nenhuma palavra. O ser humano é todo relação: qualquer sensação que detectamos a partir de outros seres humanos, nos provoca emoção e estabelece relações. Passamos informações através do nosso rosto, da roupa que usamos, do cheiro, da postura e obviamente das palavras. E, com essa bagagem, travamos as nossas relações.

Para o filósofo Vilém Flusser* as diferenças fazem parte da existência humana e ajudam a gerar mais conhecimento. Nesse contexto, as pedagogas Tania Fukemann Landau e Lena Bartman Marko escreveram diálogos sobre as relações envolvidas no ambiente das creches e instituições de educação. São sete capítulos para refletir e inspirar as ações dessa delicada relação e as possibilidades de construir um ambiente favorável ao desenvolvimento e educação das crianças e das comunidades abrangidas pela instituição. 

1. CONSTRUINDO DIÁLOGO E APOIO ENTRE FAMÍLIA E CRECHE

Quando uma criança entra na escola ela vem com o “pacote inteiro” – traz consigo uma história, uma família e um modo peculiar de ser, viver e se relacionar que vem ancorado na sua experiência pessoal e doméstica, pois cada indivíduo e cada família é de um jeito, tem seus hábitos, tradições e costumes.

Tarsila do Amaral

 

De modo geral, a família se alterou. Avós, tios e vizinhos não tem mais composto a vida cotidiana do arranjo familiar, assim, os espaços de troca e convívio tornaram-se escassos e os pais não sabem muito com quem podem contar em caso de necessidade, quando precisam de apoio ou de algum esclarecimento para suas dúvidas e incertezas. A correria do dia a dia invadiu as casas e transformou a relação com os filhos.

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Cristiana Soares, mãe e autora de Por que Heloísa? conversou com a equipe do Tempo de Creche. Cristiana nos conta na sua forma objetiva e direta por que não ter medo de ter um aluno com deficiência em sala de aula.

Por que Heloisa

 

Tempo de Creche – Muitos professores têm receio em ter um aluno com deficiência em sala de aula, como você vê esta situação?

Cristiana – Acho que o principal é dizer a eles que, como qualquer outra, uma criança com deficiência é ÚNICA. Mesmo se compararmos duas com o mesmo tipo de deficiência. Cada uma tem uma história individualizada.

Portanto, a primeira coisa a se fazer é conhecer a criança. E isso só pode acontecer no dia a dia. Com calma, procurando ter a mente aberta e procurar ver a criança antes da deficiência dela.

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A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.  Tempo de Creche foi conversar com Suzana para compreender melhor os aprendizados do bebê nos primeiros anos com esta abordagem.

Cenas do filme

“Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

O que o seu bebê já consegue fazer?  (What can your baby do already?), Emmi Pilker, Hungria / 1940

Tempo de Creche  – Vamos iniciar a nossa conversa perguntando, quais são os principais aspectos desta abordagem?

Suzana – Há dois aspectos fundamentais na Abordagem Pikler-Lóczy. Um deles é a valorização do vínculo entre bebê e educadora (ou mãe) e o outro é o brincar livre. Depois de ser nutrido emocionalmente com uma interação profunda, o bebê fica em um local confortável e seguro, no chão sobre madeira ou tecidos, junto com outros bebês, para que se relacione com eles e com objetos lúdicos e pesquise, por ele mesmo, as maneiras possíveis de movimentação. Os educadores observam e atuam quando necessário.

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Logo do Espaço NAEO Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca de São Paulo inaugurou no último domingo, 25/01/15, um novo espaço voltado para ações educativas.  Estudado e construído com um olhar multiuso, o Espaço NAE possibilita atividades poéticas do educativo do museu com o público em geral, inclusive o infantil e também encontra/se voltado para a formação de educadores. A inauguração do Espaço NAE contou com a participação de Luiz Guilherme Vergara, educador, curador e atualmente diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói e dos conectores platônicos: artistas educadores do MAC que desenvolveram atividades de reflexão sobre as possibilidades educativas dos espaços culturais.

Vergara com paralepipidoDurante o encontro, Vergara abordou o desafio do trabalho dos educadores diante dos movimentos de sentir para perceber, correlacionando o mundo das ideias e possibilidades à necessidade do momento. Ao trabalhar com um paralelepipedo, ele propos aos participantes sentirem as “mil palavras contidas nesta pedra filosofal”. Esta proposta nos incentiva a pensar como em cada objeto existem múltiplos significados e como cada palavra pode nos levar a mil pensamentos. Esta multiplicidade de sentidos se dá para cada um de nós, mas também em somatória, ou seja, para todos nós! Assim proporciona um exercício de construção coletiva de sentidos.

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